Ex-diretor da Agetop, Marcos Musse é alvo de investigação da polícia sobre obras do aeroporto de Mambaí 

Após buscas na casa do ex-diretor de obras, defesa diz que ato causa “estranheza”, haja vista que cliente  prestou depoimento ontem no Ministério Público do Estado de Goiás, onde deixou explicado com riqueza de detalhes o caso do Aeroporto de Mambaí

José Marcus Musse, ex-diretor da Agetop | Fotos: Eduardo Ferreira

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) investiga possíveis irregularidades cometidas por ex-servidores da Agencia Goiana de Transportes e Obras (Agetop) em obras relacionadas ao aeroporto de Mambaí — localizado a aproximadamente 515 km da capital.

Conforme mostrado pelo Jornal Opção, aproximadamente 100 policiais civis cumprem nesta manhã mandados de busca e apreensão em cinco cidades goianas. Um dos alvos é a casa do ex-diretor de obras da pasta, José Marcos de Freitas Musse.

A defesa do ex-dirigente divulgou uma nota à imprensa onde enfatizou que a medida “de tamanha gravidade” causa “estranheza”. A nota diz que Musse sempre esteve à disposição da Justiça, “inclusive prestando depoimento ontem no Ministério Público do Estado de Goiás, onde deixou explicado com riqueza de detalhes o caso do Aeroporto de Mambaí e demonstrando a ausência de qualquer irregularidade em sua gestão”, diz o documento.

A ação, coordenada pela Superintendência de Combate a Corrupção e ao Crime Organizado e também pelo Grupo Especial de Combate a Corrupção, apura existência de uma organização criminosa constituída por servidores da antiga Agencia Goiana de Transportes e Obras (Agetop) associados com membros de empresas privadas.

Vale lembrar que no ano de 2015, Musse foi preso pela Operação Compadrio, do Ministério Público de Goiás (MPGO).  As investigações foram iniciadas no ano de 2013 e apuravam a prática de crimes contra a administração pública realizadas por uma organização criminosa instalada em órgãos públicos do Estado de Goiás.

À época, o MPGO disse que esse grupo utilizava funcionários fantasmas e de empresas laranjas para desviar dinheiro público. Foram apuradas também práticas de favorecimento em licitações públicas, lavagem de dinheiro e retirada fraudulenta de restrições bancárias, cartorárias e no cadastro de proteção ao crédito, todos eles contando com a colaboração e participação de funcionários públicos.

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