Ex-servidor de Anápolis, Alessandro Di Carlo, e o empresário André Chiareloto estão entre os alvos da Operação Daia

Suspeitos de pedir vantagem indevida à favor de interesses da empresa Aurora da Amazônia, os dois sofreram busca e apreensão e tiveram os sigilos bancários quebrados

Viatura da PF no Dnit | Foto: Reprodução

O ex-assessor especial da prefeitura de Anápolis, Alexandro Di Carlo, e o empresário André Chiareloto, filho do ex-secretário de Indústria e Comércio, Ridoval Chiarelotto, estão entre os alvos de busca e apreensão da Operação Daia, deflagrada na manhã de hoje (24) pela Polícia Federal. Os dois também tiveram decretada pela Justiça Federal a quebra do sigilo bancário.

 A ação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em Goiás, Tocantins, São Paulo e no Distrito Federal e busca aprofundar as investigações referentes à atuação de lobistas que favoreciam a empresa operadora de portos secos, Aurora Amazônia, no âmbito do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

A Justiça Federal determinou ainda o bloqueio de valores nas contas dos investigados, além do afastamento de servidores públicos do Dnit de suas funções. Um dos alvos é o diretor de Infraestrutura Ferroviária, Marcelo Almeida Pinheiro Chagas, que foi afastado do cargo.

Os nomes de Alessandro e André foram apontados em delação premiada do empresário Kauhê de Favre, proprietário do Analog Logística Integrada Eirelli. Kauhê também cita o nome do então presidente da Agência de Regulação (AGR), Ridoval Chiareloto, pai de André, por ter atuado a favor dos interesses da empresa. No entanto, Ridoval não é acusado de nenhum crime envolvendo esse caso.

Alexandro, que foi exonerado da prefeitura em setembro de 2019, e André são suspeitos de pedir vantagem indevida, em 2018, para tentar ajudar a Aurora Amazônia na habilitação de um terreno da empresa para a construção do porto seco de Anápolis.

Segundo relato do dono da Analog, os dois teriam tentado atuar junto à Prefeitura de Anápolis para requalificar uma área e assim incluí-la nos limites do Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA), como determina o processo licitatório da Receita Federal, que é responsável por processos que envolvam estações aduaneiras, como o porto seco de Anápolis.

A Jornal Opção tentou contato com André e Ridoval Chiareloto, mas até o fechamento da publicação não obteve sucesso, O mesmo com Alessandro Di Carlo. O espaço seque aberto para possam expor seus posicionamentos em relação a operação. 

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