Ex-apresentadores da TV Cultura lançam campanha para evitar fim do canal

Ator Luciano Amaral e colegas convocam público para assinatura de petição online contra “processo de desmonte e terceirização da programação” da emissora pública

O ator Luciano Amaral lançou, no último domingo (9/8), uma campanha para evitar o fim de programas e séries da TV Cultura. Em um vídeo publicado no Facebook, ele e ex-apresentadores da emissora convocam o público para assinar uma petição online direcionada ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), ao presidente da casa, Marcos Mendonça, e ao conselho curador do canal.

Entre os apresentadores que aparecem no vídeo estão Manuel da Costa Pinto, que está à frente dos programas Entrelinhas e Letra Viva , e Sabrina Parlatore, que comanda o Vitrine por anos. Na gravação, os profissionais citam, ainda, atrações que saíram do ar recentemente, como Zoom, Cocoricó, Mosaicos, Teatro Rá Tim Bum, Programa Novo, entre outros.

O texto da petição online atenta que, nos últimos anos, a TV e as rádios Cultura passaram por “um processo de desmonte e terceirização da programação, com a degradação de seu caráter público e da sua qualidade”.

“Esse processo vem acompanhado de demissões em massa e de precarização das relações de trabalho, tanto na TV quanto nas rádios, com estrangulamento da equipe de jornalismo e radialismo; enfraquecimento da produção própria de conteúdo, inclusive dos infantis; entrega, sem critérios públicos, de horários na programação para meios de comunicação privados, como a Folha de S.Paulo; sucateamento da cenografia, da marcenaria, de maquinaria e efeitos, além do setor de transportes”, expõe o documento.

Até o início da noite desta segunda-feira (10), a petição online já contava com quase 30 mil assinaturas. A meta dos organizadores é chegar a 50 mil. Abaixo, confira o vídeo publicado no Facebook do ator Luciano Amaral, conhecido pelo papel de Pedro no seriado infantil Castelo Rá-Tim-Bum.

3 respostas para “Ex-apresentadores da TV Cultura lançam campanha para evitar fim do canal”

  1. O corte de gastos na TV Cultura vem de encontro a atual
    situação econômica do país, que enfrenta uma grave crise. As manifestações
    contra a reformulação que estão sendo feitas pela emissora são organizadas por
    sindicalistas demitidos e alguns demitidos. Enquanto a sociedade pede aos
    órgãos públicos mais eficiência e menos gastos, um pequeno grupo se manifesta
    pelo contrário? A TV Cultura mantém a qualidade em sua programação. Tanto é que
    concorre a 3 prêmios internacionais. Os que estão gritando são os que perderam
    sua boquinha ou estão sendo manipulados por falsas informações. A Cultura não
    vai acabar, nem perdeu sua qualidade. Viva a TV Cultura!

  2. O corte de gastos na TV Cultura é decorrente da atual situação econômica do país, que enfrenta uma grave crise. As manifestações contra a reformulação que estão sendo feitas pela emissora são organizadas por sindicalistas demitidos e alguns demitidos. Enquanto a sociedade pede aos órgãos públicos mais eficiência e menos gastos, um pequeno grupo se manifesta pelo contrário? A TV Cultura mantém a qualidade em sua programação. Tanto é que concorre a 3 prêmios internacionais. Os que estão gritando são os que perderam sua boquinha ou estão sendo manipulados por falsas informações. A Cultura não vai acabar, nem perdeu sua qualidade. Viva a TV Cultura!

  3. Avatar Luke Valeenz disse:

    Todo esse “amor” pela TV Cultura, no fim das contas, é só “pra inglês ver” – ou mais precisamente, pra pagar de culto na internet. Via de regra, assim como vocês, eu estou cagando pra programação da TV Cultura 99,9% do tempo. Tirando meia dúzia de gatos pingados, ninguém assiste.

    E é por isso que a TV está “morrendo” – se tivesse audiência, se sustentaria com o dinheiro dos anunciantes. Ela é uma TV que não se sustenta. Dá prejuízo, não tem público. O Brasileiro (e isso inclui eu e você) prefere assistir Big Brother,
    Novela das 8, Futebol, Game of Thrones e The Walking Dead. Podemos chorar, espernear, achar isso inculto e chamar de lixo cultural à vontade. Mas na hora de ligar a TV, eu sei que seu dedinho aponta pra HBO.

    Querer que a TV Cultura seja “salva” tendo seus prejuízos cobertos com dinheiro público não é bonitinho, é um ato de egoísmo e de irresponsabilidade, especialmente num país onde as finanças não fecham direito. Esse tal de “dinheiro público” não nasce em árvore. É arrancado à força de cada cidadão e trabalhador do país, através dos impostos.

    Dizer que eu quero que o governo (seja qual for) sustente a TV Cultura, é querer que tire dinheiro da saúde, da educação, das compras da dona de casa, do setor produtivo, etc, pra financiar um canal de TV que ninguém quer assistir.

    E não me entenda mal, eu também tenho ótimas lembranças da TV Cultura e gostaria muito que a ela continuasse viva. Mas gostaria se ela continuasse viva andando com suas próprias pernas, com uma programação de qualidade e que seja realmente interessante para o público. Se for pra ser sustentada no prejuízo às custas do dinheiro arrancado da população, que morra logo.

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