Euler Ivo disponibiliza nome para disputa pelo Senado

O comunista se reuniu com o ex-governador em uma tentativa de compor e conversar sobre composições para as eleições de 2022

Após se reunir com o ex-governador José Eliton (PSB) na última quinta-feira, 7, o ex-vereador Euler Ivo (PCdoB) disponibilizou o próprio nome para concorrer a única cadeira para o Senado ou a uma das 17 vagas disponíveis para a Câmara Federal pela federação que o PT, PCdoB e o PV devem compor e que terá validade pelos próximos quatros anos, caso o PSB também componha a federação. A intenção do partido é formar uma chapa forte para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Goiás, seja com o socialista, seja com o pré-candidato do PT, Wolmir Amado.  

Segundo Ivo, que recuperou os direitos políticos após ficar inelegível, a intenção é indicar o postulante ao Senado, como aconteceu em 2006, em uma composição PSB, PT e PCdoB. Naquela ocasião, o postulante ao Senado foi o deputado constituinte Aldo Arantes (PCdoB), que também é um dos nomes lembrados para concorrer à chapa majoritária, mas que também pode sair para a Câmara Federal. Além do nome comunista na chapa majoritária, o político cita Marconi Perillo (PSDB) como um possível nome para o Senado, por ter proximidade com o ex-governador José Eliton. “Me apresentei como postulante ao Senado, tanto na federação pelo PT, PCdoB e PC, quanto por uma coligação majoritária com o PSB, é uma disposição minha, mas estamos procurando também conversar com o Aldo Arantes que concorreu às eleições de 2006 e tem um nome ligado aos advogados que lutam pela democracia e é um nome muito forte para deputado federal, porém isso vai depender dele”, diz Euler Ivo.  

O tucano, porém, corre por fora porque há uma movimentação para que o PSDB, o União Brasil e o MDB caminhem juntos na eleição presidencial e isso atrapalharia o principal enfoque do grupo: fortalecer o palanque do ex-presidente Lula. “Nos reunimos com o ex-governador José Eliton para conversarmos sobre a composição para o Governo de Goiás, que conta com [Ronaldo] Caiado, que foi base de [Jair Bolsonaro]; [Gustavo] Mendanha, que declara voto a Bolsonaro; e Major [Vitor Hugo], que é o candidato do Bolsonaro no Estado”, critica o comunista. Segundo ele, foi justamente neste sentido que a conversa fluiu, de compor José Eliton e Wolmir, que seria uma chapa mais ampla, fora só do círculo do PT e da federação.

A ideia, segundo ele, é oferecer uma boa chapa em torno de uma alternativa para concorrer ao governo do Estado. A chapa “mais ampla” inclui a possibilidade de caminhar com o PSDB. “Há a ideia do Marconi [ser o nome], mas ele não se desfiliou do PSDB, que deve compor com o União Brasil e o MDB para caminharem juntos”, comenta.

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