EUA volta atrás e pede apoio para entrada do Brasil na OCDE

Segundo o secretário-geral da OCDE, José Àngel Gurría, o grupo tem “uma posição diferente sobre o Brasil agora”

O presidente dos EUA, Donald Trump, se reúne com o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington (EUA).

Nesta quinta-feira, 23, os Estados Unidos mudaram posicionamento e pediram de Paris apoio para entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). 

Esse apoio faz parte de uma promessa feita pelo presidente estadunidense Donald Trump ao brasileiro Jair Bolsonaro (PSL). Segundo o secretário-geral da OCDE, José Àngel Gurría, o grupo tem “uma posição diferente sobre o Brasil agora”. 

Ele ainda disse que o País tem adotado uma posição “inteligente” ao apresentar adequações de seus processos e normas internos aos instrumentos da OCDE antes de tramitar sua entrada na organização. 

Dos 248 instrumentos solicitados, o Brasil cumpre 74. Isso é mais do que o dobro do que se cumpria há dois anos, quando o País entrou com o pedido. O secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, disse que 200 serão aprovados.

Peru, Argentina, Croácia, Romênia e Bulgária também fizeram o pedido. Entretanto o Brasil é o que reúne a maior quantidade de instrumentos compatíveis.

Os europeus parecem se mostrar dispostos a aceitar entrada de outros país, mas preocupam-se com o equilíbrio regional na instituição. No início do mês havia um apontamento de que os EUA não cumpririam com a promessa e manteriam bloqueio ao Brasil.

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