“Eu já fui traído e a traição vai acontecer de novo”, diz vereador sobre disputa pela Presidência

Político acredita que verdadeiro nome que encabeçará a disputa surgirá somente no último dia antes da eleição

Milton Mercez, do PRP | Foto: Reprodução Câmara

Com a antecipação da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Goiânia aprovada em definitivo na sessão ordinária desta terça-feira (20/11), a disputa pelo comando da Casa está ainda mais acirrada. Pelo menos dois grupos já se articulam para assumir o poder.

Em entrevista ao Jornal Opção, o vereador Milton Mercêz (PRP) afirmou que retirou seu nome da disputa e que só decidira seu posicionamento momentos antes da eleição. A postura, segundo ele, é para não ser pego de surpresa com possíveis “traições”.

“Eu participei 16 vezes disso aqui e eu acredito que a eleição, novamente, vai ser decidida só no último dia. Ela está totalmente indefinida. Pra andamento do processo administrativo municipal, eu não acredito nessas formações de grupo antecipado. Eu já fui traído e a traição existe e ela vai acontecer de novo”, disparou.

Milton se refere ao grande bloco formado por cerca de 21 vereadores. Entre eles, os principais nomes que podem encabeçar a chapa são os de Romário Policarpo (PTC), Wellington Peixoto (MDB), Rogério Cruz (PRB) e Jair Diamantino (DC).

“O Policarpo é um menino bom, o Wellington também. Mas infelizmente, até Jesus foi traído. Vou aguardar para tomar minha decisão no final para ver novamente as traições que vão ter”.

Milton faz parte de um segundo bloco que também estaria articulando um nome para a disputa, ainda que maneira menos evidente. Entre eles, Paulinho Graus (PDT), Paulo Daher (DEM), e Priscilla Tejota (PSD), todos ligados a Caiado. Os mais cotados para a Presidência seriam Milton, que desistiu da candidatura, e a própria vice primeira-dama.

Para Mercêz, é natural e esperado que o governador eleito influencie na eleição. “O Caiado é político, ele tem que entrar nessa campanha. Acredito que deva haver uma composição para que tenha uma paz administrativa municipal e estadual. Isso daqui também faz parte do Estado”, finaliza.

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ziro

A solução é simples: redução do Estado; redução da carga tributária; eliminação de salários, verbas de gabinete e mordomias para vereadores. A maioria do contribuinte não suporta mais essa exploração pública injustificável, chega de pagar tantos impostos para sustentar essa gente, exemplo, o prefeito está transformando o posto de saúde do Jardim América que deveria ter sido entregue desde abril/2018, numa reforminha interminável, num barracão coberto com telha eternit insalubre, cercado por alambrado usado para construção de chiqueiro de porcos. Cadê os vereadores para fiscalizar e cobrar por serviços públicos de qualidade?