Estudante diz que mentiu à polícia e foi “forçada” a denunciar senador por espancamento

Telmário Mota foi denunciado pela jovem em dezembro de 2015. Agora, em entrevista ao “Estadão”, a jovem nega agressão e diz que hematomas surgiram após queda 

Senador Telmário Mota | Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

Senador Telmário Mota | Foto: Jane de Araújo/Agência Senado

A estudante Maria Aparecida Nery de Melo, de 19 anos, revelou ao jornal “Estado de São Paulo”, nesta quinta-feira (28/7), que mentiu à polícia em dezembro do ano passado, quando denunciou o senador Telmário Mota (PDT-RR) por agressão.

O caso foi revelado pelo jornal “Folha de S.Paulo” na quarta-feira (27). À reportagem, a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Roraima (Deam-RR) chegou a confirmar a agressão por meio de um exame de corpo de delito, que apontou “múltiplas lesões” — na cabeça, boca, orelha, braço direito, joelho esquerdo e na região dorsal.

A Folha apurou que, à Deam, ela narrou ter sido chutada quatro vezes no chão e empurrada contra a parede, levou murros na cabeça tão fortes que a teriam feito desmaiar.

Ao jornal concorrente, entretanto, a estudante disse que foi forçada pelo ex-namorado a fazer a denúncia contra o senador. A jovem disse que no dia 26 de dezembro comemorou o Natal em família com a presença do senador e que nesse dia bebeu demais, e enquanto dançava caiu e se machucou, ficando com pequenos hematomas pelo corpo. A visita de Telmário teria causado problemas no relacionamento amoroso que mantinha na época.

“Fui fazer a denúncia obrigada pelo meu namorado que tinha ciúmes do senador e queria que eu pedisse ordem de proteção contra ele. Usei o fato de estar machucada das quedas para dizer que tinha sido agredida, mas quando o advogado que contratei na época quis usar aquilo para pedir dinheiro, eu voltei atrás e registrei uma declaração contando que nada era verdade. Tudo que eu queria era afastar ele da minha casa por conta do meu relacionamento”, contou ao Estado.

Maria Aparecida denunciou ainda que recebeu visitas de assessores de um senador opositor que teria sugerido pagar para ela dar entrevistas afirmando ter sido espancada por Telmário. A jovem diz, agora, que só está esperando a Procuradoria da República entrar em contato para que ela possa “contar sua verdade”.

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Davi Morgado

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