Estudante agredido por PM tem melhora clínica e está com sedação mínima

O estado de saúde de Mateus Ferreira é estável, porém ainda grave. Ele está intubado e o risco de morte é considerado baixo

O estudante Mateus Ferreira da Silva | Reprodução: Facebook

O estudante de Ciências Sociais Mateus Ferreira da Silva segue internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), em estado estável, porém ainda grave. Segundo boletim médico publicado na manhã desta quarta-feira (3/5), ele apresenta evolução no quadro clínico e é mantido em sedação mínima. Ele permanece intubado e o risco de morte é considerado baixo.

Mateus está internado desde a última sexta-feira (28/5), depois de ser agredido por um policial militar durante protesto contra as reformas do governo Michel Temer (PMDB), em Goiânia. Imagens do momento da agressão mostram o policial acertando um cassetete no rosto do estudante.

Segundo informações do hospital, não há previsão de novos procedimentos cirúrgicos ou de hemodiálise. No sábado (29) ele foi submetido a uma operação de reparar os ossos frontais que durou quatro horas.

A repercussão da agressão sofrida pelo estudante foi motivo de medidas de “correção de rumos” por parte da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária de Goiás (SSPAP), anunciadas na última terça-feira (2/5) pelo titular da pasta, Ricardo Balestreri.

Além disso, a Polícia Militar (PM) de Goiás afastou das ruas o capitão Augusto Sampaio de Oliveira Neto, subcomandante da 37ª Companhia Independente, em Goiânia. Segundo o comandante-geral da Polícia Militar de Goiás, coronel Divino Alves de Oliveira, o capitão continua exercendo funções administrativas.

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