“Estou entre os indecisos”, diz Vanderlan Cardoso sobre o segundo turno ao governo estadual

Terceiro colocado na disputa ao governo, o pessebista afirmou em entrevista coletiva que não vai votar branco ou nulo, concedendo seu voto a um dos candidatos restantes: Marconi Perillo (PSDB) ou Iris Rezende (PMDB). “Vamos ver como vai ser a campanha”

Foto: Fabio Lima

Foto: Fabio Lima

Ao anunciar a neutralidade do PSB no segundo turno das eleições ao governo do Estado, Vanderlan Cardoso garantiu que, frente à urna eletrônica, vai escolher entre Iris Rezende (PMDB) ou Marconi Perillo (PSDB). “Sou contra votar nulo e branco”, disse. “Vamos ver como vai ser a campanha. Talvez eu decida por quem acusar menos.”

Apesar de estar, como ele mesmo disse, na ala dos “indecisos” quanto ao próximo governador, Vanderlan já tomou uma posição sobre os rumos da presidência. O pessebista declarou que, em consonância com a executiva nacional de seu partido, irá apoiar a candidatura do tucano Aécio Neves.

De acordo com ele, porém, a decisão de reforçar a campanha do ex-governador de Minas Gerais foi independente da definição da diretoria nacional do partido. “Já tinha tomado minha posição, mas eu queria ouvir a posição do partido. Fiquei feliz quando optaram pelo apoio a Aécio Neves. Se fosse pela neutralidade, eu ia pedir que me liberassem, porque eu já estava decidido”, afirmou.

O apoio a Aécio contradiz o posicionamento adotado em 2010, quando o grupo de Vanderlan apoiou Dilma Rousseff (PT). A mudança, justifica o pessebista, se deve “à atual situação do país”, elencando o desempenho da economia e a inflação como fatores que foram levados em conta.

Mesmo apoiando um candidato do mesmo partido que Marconi Perillo e declarando que vai se empenhar ao pedir votos para Aécio, Vanderlan diz que não há chances de que suba no palanque junto ao atual governador. “Na nossa campanha fomos oposição mesmo. Está descartada essa possibilidade”, sustentou.

Ele garantiu que não chegou a conversar nem com Iris nem com Marconi, já que que “não vem mais ao caso ficar apresentando propostas”, mas relatou ter tido uma longa conversa com o decano peemedebista. Sobre Ronaldo Caiado (DEM), que nesta quarta (8/10) disse que se esforçaria para coloca-lo no rol de apoiadores de Iris, ele contou não ter tido nenhum diálogo.

A recusa em apoiar um ou outro se deve, entre outros motivos, ao fato de não querer “fomentar a polarização em Goiás”, e disse que sai da disputa com a cabeça erguida, certo de ter obtido um número expressivo de votos após uma campanha propositiva.

Passado o período eleitoral, vem a hora de pensar nos próximos desafios. E quanto à possibilidade, aventada nas últimas semanas, de que pudesse vir a concorrer à Prefeitura de Goiânia? “Ainda não tive tempo de pensar nisso”, disse ele. “O momento agora é de pensar no Estado”, ressaltou, emendando que é necessária muita discussão e conversa antes de uma decisão no sentido de uma nova empreitada eleitoral.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.