“Estou à disposição para o Senado, sem forçar a barra, e defendo aliança geral da direita”, diz Major Vitor Hugo
05 março 2026 às 14h31

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O vereador e pré-candidato a deputado federal Major Vitor Hugo (PL) disse ao Jornal Opção que o seu nome está à disposição para compor a segunda vaga para o Senado dentro do Partido Liberal (PL).
Apesar disso, Major Vitor Hugo afirma que as principais conversas com o senador Wilder Morais, pré-candidato ao governo e presidente estadual do partido, e também com o deputado federal Gustavo Gayer, nome que já é tido como certo para a primeira vaga ao Senado, tem sido em torno do projeto de retornar à Câmara dos Deputados, onde ficou de 2019 a 2023.
“Se o partido entender que é vantagem para Flávio Bolsonaro, para Wilder Morais e para Gustavo Gayer ter uma segunda candidatura ao Senado e que irá contribuir para o projeto, eu me colocarei à disposição do partido, mas sem nenhuma pressão. Isso está sendo avaliado, vai ser feito pesquisa, e eu não vou forçar nenhuma barra e nem articular de maneira forçada. Se for bom, viável e importante para a chapa, para os projetos de todos, eu estou à disposição”, afirma.
A declaração aconteceu após uma reunião entre Major Vitor Hugo e Wilder Morais, nesta quinta-feira, 5, na qual o vereador apresentou nomes para compor a chapa de candidatos a deputado estadual: Reginaldo Pacheco, Leo Lobo, Coronel Caetano, Diogo Yagi e Gabriel Mancini. “Esses nomes têm interesse de somar no nosso projeto, me apoiar para federal e também apoiar Wilder para o governo. São de vários segmentos: da polícia, da Igreja Católica, do agro, dos cantores sertanejos, do pessoal da pauta das armas, dos engenheiros e dos empresários em geral.”

À reportagem, Vitor Hugo contou que, apesar da boa relação que mantém com Daniel Vilela (MDB), vice-governador e que vai disputar a reeleição, ele irá apoiar Wilder Morais na corrida ao Palácio das Esmeraldas.
“Wilder é o meu candidato, é o candidato do meu partido e o candidato do Bolsonaro. Isso aí tá definido. Graças a Deus, com o passar do tempo, eu fui desenvolvendo uma relação cordial com muitos políticos de Goiás, e acho que isso é importante para, posso falar por mim, o bem do Estado de Goiás”, assinala o vereador.
“Às vezes, a gente está em lados opostos para uma corrida eleitoral, às vezes está junto, mas o espírito é o mesmo: melhorar, aperfeiçoar o nosso Estado. Então, eu não tenho problema com nenhum político, e nem quero ter, mas faço parte de um partido que decidiu ter candidato ao governo e, assim como o Wilder me apoiou quando fui candidato a governo e ele concorreu ao Senado na minha chapa, ele, sendo candidato, vou estar ao lado dele”, pontua.

Sobre a Presidência da República, Major Vitor Hugo reconhece que a popularidade que Ronaldo Caiado conquistou ao longo dos anos é um ponto positivo para ele em solo goiano. Mas o vereador acredita que Flávio Bolsonaro terá uma votação expressiva no Estado. Ele afirma que seria importante que houvesse uma confluência entre todos os candidatos da direita para polarizar com o presidente Luiz da Silva (PT), que irá tentar a reeleição.
“Realmente, Ronaldo Caiado tem feito um grande trabalho em Goiás, a ponto de ter uma aprovação elevada. Ele também tem toda a legitimidade e a experiência de se candidatar a qualquer cargo, inclusive para presidente da República. Passou por vários cargos importantes no Brasil e em Goiás: deputado federal, senador, governador duas vezes. E ele tem experiência, maturidade, idade, conhecimento e autoridade moral para se candidatar”, relata.
“Eu, que apoio Flávio Bolsonaro, torço para que haja, desde já, uma confluência de todos os pré-candidatos em torno do Flávio o quanto antes. Porque isso nos fortaleceria para os embates com a esquerda, que são sempre complexos e difíceis. Mas entendo as aspirações pessoais e a legitimidade de todos. Goiás, apesar da grande aprovação do Caiado, é um Estado bolsonarista, cristão e conservador. É um Estado do agronegócio. Então, eu não tenho dúvida de que o Flávio vai ter uma votação muito expressiva aqui”, conta.
Vitor Hugo também explanou o desejo de encontrar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso na Papudinha, em Brasília (DF), antes do início da campanha eleitoral.
“Eu sinto muita falta de conversa com Jair Bolsonaro e de dar apoio nesta fase absurdamente inconstitucional que está vivendo. Eu fiz um pedido para o ministro Alexandre de Moraes, que é o relator da ação penal, desde novembro do ano passado e não obtive resposta até agora. Estou aguardando uma janela de oportunidade e espero o mais rápido possível encontrá-lo”, afirma.
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