“Estamos pedindo a cota do empresariado e do servidor para salvar Goiás”, diz secretário de Governo

Ernesto Roller também defendeu que a aprovação das matérias ainda neste ano é fundamental para equilíbrio das contas

Ernesto Roller | Foto: Livia Barbosa/Jornal Opção

O secretário de Governo, Ernesto Roller, esteve na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) nesta terça-feira, 17, dia de aprovação de matérias importantes para o Executivo na Casa. Em entrevista, o titular explicou que as propostas são importantes para o equilíbrio das contas e reforçou que o Estado não está colocando a conta apenas sobre um setor.

“Não são matérias que exigem sacrifícios apenas de um lado. É muito importante deixar claro que nós estamos reduzindo gastos no âmbito do Governo, mas também estamos pedindo a cota do empresariado e do servidor para que a gente possa salvar o Estado de Goiás e não chegar à condição falimentar que vive o Rio de Janeiro”, disse.

Em tramitação

Entre as matérias que tramitam na Casa estão a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Previdência, o Estatuto do Servidor, o novo programa de incentivos fiscais, ProGoiás, e a manutenção da contribuição de 15% ao Protege por empresas que recebem incentivos pelo Fomentar e Produzir. Além de um pacote de medidas que visam à adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

“O que o Governo mandou para a Assembleia é decorrente da necessidade de reorganização de diversos aspectos da administração pública. Nós estamos conversando com os deputados no sentido de demonstrar a importância e a necessidade dessas matérias serem aprovadas para que Goiás possa respirar e para manter esse trabalho contínuo de recuperação e da condição fiscal e econômica”, acrescentou.

Tempo

Roller também defendeu a importância da aprovação das matérias ainda neste ano. “Qualquer avanço no tempo significa prejuízo para o Governo do Estado”, disse. E exemplificou com a PEC da Previdência: “É uma matéria aprovada em âmbito federal, todos sabem disso, todos sabem da necessidade da reforma da Previdência, e, sem dúvida, quanto mais tempo levar, maior será o aperto nas contas públicas. Então o que o governo procura fazer é estancar isso para poder ter recursos para as demandas do cidadão”.

Sobre as emendas e embates na Casa com deputados que são servidores, o secretário resumiu: “Claro que nessa hora todos aqueles que representam esse ou aquele setor buscam a solução para seu nicho, mas nós todos do poder público trabalhamos em favor de todos os servidores. Não há porque você defender uma categoria apenas em detrimento de tantas outras e até mesmo em detrimento de tantos outros goianos, que não estão no setor público, mas que contribuem enormemente através do pagamento de impostos”.

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