A secretária da Economia de Goiás diz que em dois anos, com pouco dinheiro e muitas dívidas conseguiu ajustar a maior parte dos problemas financeiros do Estado, sem chorar

Secretária da Economia de Goiás, Cristiane Schmidt | Foto: Jornal Opção

Ao completar o segundo ano de trabalho à frente da pasta, no governo de Ronaldo Caiado, a secretária da Economia de Goiás, Cristiane Schmidt diz que “herdou” mais de 400 obras inacabadas em todo o Estado e a folha de pagamento atrasada. Ela explica que foi grande, a dificuldade para colocar a casa em ordem e que as coisas já estão começando a fluir. A secretária questiona onde está o dinheiro que era pra custear essas obras, pagar os funcionários, deixados a revelia. Nos últimos meses do governo Marconi foi feito um festival de inaugurações de obras não completadas.

A titular da Economia ressalta que o Estado quitou a dívida externa que tinha e que não conseguiu acessar o Programa de Apoio à Gestão dos Fiscos do Brasil, porque Goiás já era devedor do programa. Ao invés de conseguir o financiamento, o Estado arca com o pagamento mensal de R$ 100 milhões, porque o governo anterior rompeu o teto em 2018. Ainda ela não reclama e diz que trabalha diariamente para pagar dívidas, rever contratos e conseguir novos prazos. “O que esse governo tem é isso, estratégia e planejamento financeiro”, destaca. E rebate que que o Estado conta com liminares do Supremo Tribunal Federal (STF) para não arcar com valores da dívida externa, a secretária acrescentou que se existe liminar é pela necessidade de se ajustar a casa.

No entanto, a secretária se diz satisfeita com os resultados que tem conseguido alcançar e revela que está fazendo tanto com pouco dinheiro. Entre os pontos citados está a regionalização da saúde, o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), recuperação de escolas e a implementação da internet 5G para o agronegócio. Além da reformulação dos programas de fomento, com o Programa de Desenvolvimento Regional (ProGoiás) que é o sucessor do Fomentar e Produzir, Goiás teve a gestão mais econômica do País. Segundo informações do Ministério da Economia foram registradas 8% de queda nas despesas corrente do Estado. Ela afirma inclusive, que os contratos tiveram uma queda de 20% a 30% nos seus valores.

Antes, no governo Marconi, você tinha lá os incentivos fiscais que demoravam até dois anos para o investidor fruir com os investimentos.” Cristiane menciona que “era uma burocracia”, enquanto o novo programa é impessoal e desburocratizado. “Em menos de 60 dias já está podendo fruir com seu ProGoiás”.

A secretária explica que foram 20 anos dilapidando o tesouro do Estado e que o conserto não vai ocorrer de uma hora para outra. Schmidt ressalta a boa posição de Goiás em relação ao grau de dependência de repasses da União. As receitas próprias do Estado no primeiro semestre corresponderam a 82%, sendo 18% de transferências correntes.

Por fim, ela acrescentou que ainda há muito para se fazer nos próximos dois anos, mas que a seriedade do governado e empenho de toda a equipe o saldo positivo será alcançado e Goiás poderá comemorar, com investimentos nas áreas que a população mais precisa. (Com informações da Rádio Sagres)