Segundo os cálculos da SES, embora tenha havido registro de aumento no consumo, não há risco de desabastecimento

Ismael Alexandrino, secretário de Estado da Sáude | Foto: Fabio Costa

Os estoques de oxigênio para hospitais em Goiás são considerados bons pela Secretaria de Saúde. No entanto, o estado mantém cautela já que a demanda pelo insumo aumentou bastante nos últimos 15 dias, com a nova onda de contaminação por Covid-19 no estado e estabeleceu rotinas de revisão e manutenção.

Segundo os cálculos da pasta, embora tenha havido registro de aumento no consumo, não há risco de desabastecimento. Inclusive três unidades, o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), Hospital de Itumbiara e de São Luis de Montes Belos, possuem usinas próprias para a produção. Elas são usadas como uma salvaguarda caso não haja mais cilindros disponíveis.

Além disso, a SES realizou manutenção e aumentou o tamanho dos cilindros disponíveis para as unidades estaduais. O secretário Ismael Alexandrino aponta que além da disponibilidade há também logística que facilita a aquisição em caso de falta, com usinas em Juiz de Fora e Belo Horizonte.

“Estamos atentos e cautelosos. Mesmo com aumento de consumo, não há risco de desabastecimento Temos hospitais com 21 dias de oxigênio garantidos, além das usinas próprias”, avalia.

Novos leitos

Para o enfrentamento da nova onda da Covid-19, o governo ainda pretende abrir 110 novos leitos, o que pode chegar a um número total de 517, contando com o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, que é gerido pelo Ministério da Educação.

Assim, a partir de segunda-feira a pasta pretende abrir mais 14 leitos em Goiânia, 11 em Senador Canedo e Itumbiara. Alguns leitos para atendimento geral serão redirecionados para pacientes com a doença causada pelo coronavírus Sars-Cov-2.

Ismael Alexandrino avalia que o aumento de leitos é parte da estratégia mais cautelosa que o governo toma diante do aumento do número de casos. O secretário diz ainda que não deve receber novos pacientes vindos de Manaus justamente pela proximidade de lotação de leitos, que nesta sexta-feira, 29, chega a 88%.

Vacinação

A previsão de entrega de novas remessas de doses de vacina contra Covid-19 é o próximo dia 3 de fevereiro. Segundo Alexandrino, ainda não há definição do quantitativo que Goiás irá receber, no entanto, o governo espera ampliar os grupos prioritários.

“A nossa vontade é partir para idoso de 80 anos. Mas isso depende de o Ministério da Saúde liberar. Estamos com boa cobertura de profissionais da saúde na linha de frente. Então estamos esperando a orientação para deliberar e avançar para mais grupos a serem imunizados”, avalia.