Estado atesta que obras do Aeroporto de Goiânia não afetam nascente do Córrego Jaó

Fiscalização da Secima mostrou que a presença de águas turvas na lagoa próxima à nascente foi ocasionada por fortes chuvas

Situação de lagoa natural próxima à nascente do Córrego assusta | Foto: Renan Accioly

Relatório reconhece que região próxima à lagoa apresenta processos erosivos e com a área de preservação parcialmente degradada | Foto: Renan Accioly

Relatório de Fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura, Cidades e Assuntos Metropolitanos (Secima) atestou que as obras do novo Aeroporto de Goiânia não afeta, direta ou indiretamente, a nascente do Córrego Jaó.

Conforme o documento, assinado por dois fiscais ambientais da pasta, a nascente está “predominantemente preservada” e não corre riscos, uma vez que a topografia do local não permite a condução de sedimentos.

Matéria do Jornal Opção mostrou que as obras do terminal de passageiros poderiam estar comprometendo o córrego, que segue o curso até o clube que leva o mesmo nome. Avaliação da Agência Municipal de Meio Ambiente (Amma) mostrou que o córrego estaria sendo poluído por sedimentos — tanto das obras quanto do próprio solo.

O problema foi verificado pelo diretor de Área Verdes do órgão, Wilmar Pires, enquanto monitorava a área. O gestor público, pós-graduado na área de degradação e erosão, percebeu o assoreamento da lagoa natural próxima à nascente Jaó, ao lado da Rua da Divisa.

Fiscalização da Secima mostrou que a presença das águas turvas na lagoa foi ocasionada pela forte chuva ocorrida nos dias anteriores à fiscalização.

A pasta reconhece que grande quantidade do barro é proveniente das obras da Infraero, porém ressalta que “foi tomada uma medida emergencial de contenção do material” por parte da empresa.

O relatório confirma, ainda, que a região próxima à lagoa apresenta processos erosivos significativos e também encontra-se com a área de preservação permanente parcialmente degradada.

A Secima, por fim, recomenda à Infraero a implantação de medidas de controle das erosões encontradas pela pasta, em caráter imediato e contínuo. Quanto à preservação da área próxima ao lago, o relatório aponta que a empresa de aviação doou 443 mudas nativas do Cerrado para a compensação ambiental da área degradada.

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