“Fechar os shoppings aos fins de semana é nossa contribuição na redução da contaminação do vírus”, diz presidente Abrasce

Segundo as novas regras sanitárias, funcionamento da categoria fica autorizado de segunda a sexta, de 8h às 22h, e é vedado aos sábados e domingos

Presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), Fernando Maia. | Foto: Reprodução

Com as novas medidas de combate ao coronavírus, que passam a valer a partir esta quarta-feira, 14, até o dia 27 de abril, na capital goiana, todas as atividades consideradas não essenciais têm seu funcionamento vedado aos fins de semana. Na tarde da última terça-feira, os representantes do setor produtivo para avaliação do cenário epidemiológico e o debate sobre o novo decreto, publicado horas depois.

Fernando Maia é presidente do Conselho Diretor da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) e explica que, apesar de acreditar que haverá um certo impacto no rendimento dos shoppings com a suspensão de atividades aos fins de semana, compreende a necessidade. “O importante é não interrompermos nossas atividades de forma total. O fim de semana, de modo geral, é muito importante para a indústria dos shoppings, mas essa será nossa contribuição, que precisa ser dada por toda a sociedade, na redução da contaminação do vírus”, diz.

“O que precisa ser ressaltado é que o diálogo entre os comerciantes, o governo do Estado e as prefeituras da região metropolitana foi muito produtivo. Aprendemos muito durante essa pandemia. Ano passado ninguém sabia exatamente o rumo das coisas, mas o momento atual é de amadurecimento da sociedade. Dito isso, as forças de combate a Covid-19 foram discutidas com muito diálogo e entendimento”, acrescenta Fernando, quanto aos debates realizados entre os gestores municipais, estaduais e entidades representantes do setor produtivo.

Fernando ainda afirma que os shoppings filiados à Abrasce cumprirão os protocolos de forma rigorosa, e que a situação de cada lojista é avaliada de forma única para que os prejuízos sejam evitados. “O jogo está difícil tanto para lojistas, quanto para empreendedores, mas sabemos que o problema da pandemia não atinge a todas de forma igual, o setor do entretenimento por exemplo, acaba mais afetado. Por isso, nesse momento, buscamos entender os diferentes impactos em cada segmento e ajudar, com incentivos, da melhor forma possível”, conta.

O presidente da Abrasce também ressalta a importância das vendas online, que acontecem por aplicativos e sites dos shoppings, que acabam “compensando a menor movimentação física dentro dos estabelecimentos”.

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