Esquema de segurança na olimpíada não muda após ataque na Vila do João

De acordo com ministro da Justiça, balanço da segurança na primeira semana dos Jogos Olímpicos é “extremamente positivo”

O esquema de segurança planejado para os Jogos Olímpicos Rio 2016 não será alterado, mesmo após o ataque contra três agentes da Força Nacional na última quarta-feira (10/8) na Vila do João, no Complexo de Favelas da Maré, zona norte do Rio de Janeiro. Um soldado recebeu um tiro na cabeça e passou por cirurgia, outro teve ferimentos leves e o terceiro não foi ferido.

Segundo o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, o esquema de segurança permanece o mesmo. “Continua a Força Nacional fazendo a segurança na entrada e saída de todas as dependências olímpicas e a segurança interna dos eventos e a Polícia Militar e o Exército fazendo a segurança externa da mesma forma”.

O ministro afirmou que as forças de segurança estão preparados para reagir a qualquer eventualidade e foram usadas na Maré as tropas de elite da Polícia Militar, da Polícia Federal e da Força Nacional.

“Nós tivemos esse lamentável acidente. Ontem mesmo, em reunião no CICC [Centro Integrado de Comando e Controle], nós programamos a operação a partir da madrugada, para poder colher mais provas e prender aqueles que atiraram. Estamos em operação conjunta, rapidamente montada, dentro do protocolo que já estava preparado”.

Moraes disse ainda que na primeira semana dos jogos o balanço da segurança é “extremamente positivo”, mas que é impossível chegar ao nível zero de criminalidade.

Controle do exército

O controle do acesso à comunidade Vila do João é feito por soldados do Exército. Dois  jipes foram estacionados na entrada, no entroncamento com a Linha Amarela, e os soldados ficaram posicionados de frente para uma das ruas principais da comunidade, que faz parte do Complexo da Maré.

Durante o dia, um grande contingente de homens do Exército, Polícia Federal, Polícia Militar e Força Nacional entrou na comunidade com o objetivo de encontrar três traficantes apontados como envolvidos no ataque aos soldados.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, comentou a operação das Forças Armadas no Complexo da Maré: “Desde as 2h o Exército bloqueou as principais saídas, com apoio da Força Nacional, enquanto o Batalhão de Operações Especiais [Bope] iria vasculhar a Vila do João para tentar encontrar os responsáveis que fizeram aquilo. Vamos continuar procurando, não por uma questão de revidar, mas porque os responsáveis têm de ser punidos”. (Com informações da Agência Brasil)

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