“Esperamos reviver no Olímpico grandes momentos do esporte goiano”, diz presidente da FGF

Nova arena do esporte em Goiânia recebeu elogios de visitantes em primeira partida oficial após reforma

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Palco de memoráveis clássicos entre as equipes de futebol de Goiás e testemunha de inúmeros jogos com seleções e times de grande expressão do futebol brasileiro, o Estádio Olímpico Pedro Ludovico Teixeira, reinaugurado no último dia 8 de agosto pelo governador Marconi Perillo (PSDB), voltou a sediar uma partida oficial de futebol na noite da última terça-feira (27/9).

André Pita, presidente da Federação Goiana de Futebol, entende que a volta do Olímpico agregou muito para o futebol goiano. “Teremos grandes espetáculos aqui neste estádio. Temos que agradecer o governador, que se esforçou muito para que hoje este estádio pudesse sediar partidas oficiais”, disse.

O dirigente do futebol goiano salientou que a intenção da federação é firmar parcerias com outras organizações esportivas para que o estádio possa promover outros eventos ligados a vários esportes. “Esperamos reviver aqui grandes momentos do esporte goiano”, salientou.

Atlético Clube Goianiense e Joinville Esporte Clube se enfrentaram no novo Olímpico em partida válida pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Para muitos torcedores, profissionais da imprensa e atletas, esta foi a oportunidade de conhecer a nova arena do futebol goiano.

Diretores da equipe visitante também reconheceram as qualidades do novo espaço esportivo. Para o presidente do Joinville Esporte Clube, Jony Stassun, o estádio toda a cidade sairá ganhando com a inauguração do novo espaço. “É uma obra maravilhosa, grandiosa e bastante moderna. Não só o Atlético, mas toda a cidade de Goiânia tem muito a ganhar com esse complexo esportivo. O governo de Goiás está de parabéns por esta obra magnífica”, comentou.

Centro de Excelência

O Estádio Olímpico integra o complexo de quatro módulos do Centro de Excelência do Esporte, que conta ainda com o Laboratório de Capacitação e Pesquisa, o Parque Aquático e o Ginásio Esportivo Rio Vermelho.

Só para a construção do Estádio Olímpico, o governo de Goiás investiu R$ 155 milhões. A área construída é de 33.682,02 metros quadrados. A estrutura possui capacidade para 13.400 cadeiras na arquibancada, estacionamento para 378 vagas, sanitários, quatro salas de aquecimento, quatro vestiários, dois depósitos de materiais esportivos, sala para exame antidoping e exame médico, enfermaria, área de segurança, vestiário para gandulas e para administração.

Além disso, há uma cobertura em telha zipada de mais de 8 mil metros quadrados, escada e rampa de acesso na entrada principal, campo de futebol gramado, abrigo removível para banco de reservas, pista de atletismo com oito raias e comprimento de 400 metros, 12 cabines de transmissão para impressa, salão vip para autoridades e sala de imprensa com 276 cadeiras, quatro torres cada uma com estrutura com 32 quilos de aço e cerca de 40 metros de altura – duas delas possuem 77 refletores e as outras duas, 74 refletores –, placar eletrônico de LED, 40 caixas de som, grupos geradores, circuito fechado de TV, controle de acesso.

O Laboratório de Capacitação e Pesquisa Dráulas Vaz é dividido em quatro pavimentos, com mais de 10 mil metros quadrados de área construída. Dispõe de alojamentos, sete laboratórios com especialidades no esporte, academia, quadras oficiais das principais modalidades do esporte olímpico e administração geral.

A estrutura conta com três quadras oficiais para treinamento, capacitação e formação de atletas – futsal, handebol, basquete e vôlei –, vestiário masculino, feminino e para portadores de necessidades especiais, 14 salas de aula para alunos e treinadores, laboratório, biblioteca, sala de estudo, academia, sanitários, alojamento masculino e feminino com 48 vagas cada, administração, auditório com capacidade para 200 pessoas, secretaria, restaurante, lanchonete, cinco salas comerciais, área de convivência e sala de processamento de dados.

Além do Olímpico, o Laboratório de Pesquisa e Capacitação está pronto. Os outros dois módulos do Centro de Excelência – Ginásio Rio Vermelho e o Parque Aquático, serão inaugurados na primeira quinzena do ano que vem.

Inaugurado em 1941, o antigo Olímpico foi utilizado pela última vez em março de 2005, quando Goiânia e Anapolina se enfrentaram pelo campeonato estadual. Em julho de 2006, o estádio foi demolido. A obra recomeçou depois, mas foi paralisada em 2009 em razão de uma disputa judicial entre o governo do Estado e a empreiteira que havia vencido a licitação. A reforma só foi retomada definitivamente em 2013.

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