Especialistas alertam para risco de retorno da poliomielite

Apenas 70% do público alvo se vacinou contra poliomielite, o que pode fazer com que a doença, extinta desde 1987, retorne ao Brasil

Gerações passadas cresceram com sequelas da poliomielite | Foto: Reproudção

A poliomielite, também conhecida como pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda que pode provocar paralisias permanentes e que foi erradicada no Brasil em 1994. Após anos de campanhas de vacinação em massa pelo País, a região das Américas foi a primeira no mundo a ser considerada livre da doença — o último caso registrado no Brasil foi em 1987.

Entretanto, desde 2016 a cobertura vacinal contra o vírus no país tem caído – com apenas 70% do público alvo buscando a imunização em 2020. A epidemiologista Carla Domingues, ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunização, alerta para o perigo que isso representa para a volta da pólio. “Essa taxa significa que pelo menos 700 mil crianças ficaram sem receber a vacina. E isso abre espaço para que uma pessoa infectada, ao entrar no Brasil, possa contaminar outra pessoa e nós voltarmos a ter a contaminação da pólio.”

O dia 24 de outubro é o Dia Mundial de Combate à Poliomielite. A única forma de prevenção contra a poliomielite é a vacinação. Países como Afeganistão e Paquistão ainda possuem a circulação do vírus selvagem e, por isso, existem chances de a doença voltar a circular através da movimentação internacional, seja pelo turismo ou comércio.

A OMS acredita que, em conjunto com as campanhas nacionais de vacinação, seja possível eliminar de vez todas as cepas da doença durante os próximos anos e, finalmente, alcançar o marco histórico da extinção da poliomielite.

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