Especialista explica como funcionam os alertas de tempestade

De acordo com Inmet, eles mostram as regiões que têm as condições para que os fenômenos aconteçam — o que não significa, necessariamente, que eles irão ocorrer

Na última semana, quem viu o noticiário pode ter ficado apreensivo com as chuvas no Estado. Além de casos de acidentes que ocorreram por causa das chuvas, a informação de que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas de perigo sobre o clima para quarta e quinta-feira desta semana (2 e 3/11), com chances de chuvas de granizo além de ventos que poderiam atingir quase 100 km/h, preocupou vários goianos.

Na capital, por exemplo, a chuva da quarta-feira trouxe alguns estragos, alagando ruas, derrubando árvores e deixando alguns setores sem energia. Já na quinta-feira não houve tantos estragos, o que pode ter deixado a dúvida: “Por que, se o alerta ainda valia, não houve as tempestades anunciadas?”

A meteorologista e chefe do Inmet em Goiás, Elizabete Alves Ferreira, disse ao Jornal Opção que o alerta não significa, necessariamente, que as chuvas fortes e ventos previstos irão ocorrer em todos os locais. “O Inmet emite os alertas quando a região tem as condições para que isso aconteça. Funciona como aqueles alertas de furacões que vemos nos Estados Unidos: tem uma região em que ele pode passar, mas ele pode ser desviado no meio do caminho. Mesmo assim, os habitantes devem ficar atentos e se prepararem”, explicou.

Ela ressaltou ainda que o último alerta era para a região Centro-Sul do Estado e que cidades desse espaço tiveram fortes chuvas e ventanias. “Em Jataí, choveu 33 mm, teve rajadas de ventos de 60 km/h em Niquelândia, Itumbiara. Mais para Oeste, as chuvas não foram tão intensificadas, mas ocorreram”, explicou.

“Assim, não é que as tempestades não ocorreram como foi anunciado, mas aconteceram apenas em algumas localidades da linha de instabilidade.”

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