Especialista alerta para cuidados com médicos que usam redes sociais para expor resultados

Segundo presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Goiás, é preciso desconfiar de quem publica fotos comparativas após procedimentos

Na última quinta-feira (19/7), foi preso no Rio de Janeiro o médico Denis Cesar Barros Furtado, o “Doutor Bumbum”. Ele estava foragido desde que foi indiciado pela morte de uma paciente. Após a divulgação no caso, o que chamou a atenção foi a quantidade de seguidores e a postura do médico na internet. De acordo com o médico Sérgio Augusto da Conceição, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Goiás, é preciso sempre desconfiar dos profissionais que se apresentam nas redes sociais com fotos de pré e pós operatórios.

“Existe hoje, infelizmente, uma divulgação muito grande nas redes sociais de profissionais sem especialização, mas com grande número de seguidores com o único fim de seduzir os pacientes com resultado de pré e pós operatórios. Profissional sério não tem esse tipo de conduta”, alertou em entrevista ao Jornal Opção.

Foto: Reprodução

De acordo com o especialista, não é permitido de forma alguma que os médicos mostrem esse comparativos. “O paciente, caso queira, pode publicar na sua própria rede social, mas o médico não tem essa permissão”, explicou.

Segundo Sérgio, o fato de existir um negócio por traz disso, com agenciadores e especialistas em marketing, torna tudo ainda mais perigoso. Por isso, o médico listou os principais cuidados para quem deseja realizar algum procedimento estético:

– desconfiar dos profissionais que se apresentam nas redes sociais com fotos de pré e pós operatórios;

– procurar profissionais especializados para cada tipo de procedimento. Segundo ele, a maioria pode ser aplicado apenas ou por cirurgia plástico ou por dermatologista;

– pesquisar sobre o médico, se ele tem especialização. “No caso da cirurgia plástica, por exemplo, é necessário ter seis anos de faculdade, mais cinco de residência e ainda a realização de uma prova”, diz;

– investigar sobre o local onde será feito o procedimento. “Dependendo, se for minimamente invasivo, pode ser feito sem anestesia no consultório, mas alguns apenas em centro cirúrgico. Fora de ambiente hospitalar jamais”, disse o especialista. É preciso checar também se o local tem condições para atender em caso de alguma emergência;

– no caso de aplicação de algum produto, tentar saber se é liberado pela vigilância sanitária, se tem algum tipo de reação ou efeito colateral.

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