Envolvidos em esquema que desviou R$ 2,7 milhões da Asmego podem ser julgados em breve

Os irmãos Rodrigo e Régis Prado usavam recursos da entidade para bancar festas e imóveis de luxo. Eles já foram condenados em 2014, mas recorreram

| Foto: Divulgação

Caso foi denunciado pelo ex-presidente da entidade, o juiz Wilson da Silva | Foto: Divulgação

Os réus no processo que apura desvios de R$ 2,71 milhões da Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego), os irmãos Rodrigo e Régis Prado, podem voltar a ser julgados em breve. Em 2014, eles já foram condenados, respectivamente, a cinco anos e três meses e seis anos em regime semiaberto no caso, mas entraram com recurso contra a decisão.

Eles foram presos em 2007, mas conseguiram no Superior Tribunal de Justiça (STJ) o direito de responder em liberdade. Atualmente, o processo está no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) esperando designação de data. Desde 30 de agosto, ele está com o desembargador Itaney Francisco Campos, que pode confirmar a decisão e obrigá-los a começar a cumprir pena.

Segundo os autos do processo, Rodrigo era tesoureiro da Asmego e, como tal, possuía senhas bancárias e tokens para conseguir transferir dinheiro da entidade, que seria utilizado para bancar “noitadas e festas com garotas de programa”, carros e imóveis de luxo. A dupla teria adquirido pelo menos 30 bens com recursos do esquema, entre apartamentos em Goiânia e Caldas Novas, chácara, lancha e moto.

No total, foram pelo menos 470 operações bancárias fraudulentas em 14 meses. Para disfarçar o esquema, Rodrigo falsificava os extratos bancários da internet com um editor de texto. Depois, desviava parte do dinheiro para Régis. Segundo o que ele contou aos investigadores, as compras dos bens e pagamento de contras eram feitas diretamente da conta da Asmego e, às vezes, complementadas com cheques de Régis.

Eles já tiveram seus bens bloqueados em R$ 1,9 milhão. Quem denunciou o esquema foi o ex-presidente da Asmego, juiz Wilson da Silva. O único que confessou o crime foi Rodrigo, que pegou pena mais branda que o irmão por ter fornecido detalhes sobre os desvios. Além da prisão em semiaberto, eles terão que pagar multa.

Além dos dois, Marco Valério Caetano também foi denunciado no caso por suposta receptação, mas acabou absolvido pelo juiz Eduardo Tavares por recomendação do Ministério Público do Estado de Goiás e da própria Asmego, que apontaram falta de provas.

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