Entidade critica proposta de extinção de zonas eleitorais em Goiás

Rezoneamento é norma do TSE que está sendo cumprida pelo tribunal regional e depende disponibilidade orçamentária

Proposta encaminhada ao TSE determinada extinção de 37 zonas eleitorais em Goiás | Foto: Nilson Bastian/ Câmara Deputados

A Associação dos Magistrados do Estado de Goiás (Asmego), reagiu à proposta encaminhada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Goiás ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a extinção de 37 zonas eleitorais no interior do Estado.

De acordo com o presidente da Asmego, Wilton Müller Salomão, com a extinção das zonas, os municípios não contarão com a presença do juiz eleitoral e do promotor de Justiça, que atuam diretamente no combate à corrupção. “O juiz garante a legitimidade das eleições, fiscalizando e julgando crimes eleitorais. A quem interessa fragilizar a Justiça Eleitoral? Ao retirar essa autoridade do município, a sociedade fica mais sujeita a práticas como compra de votos”, afirmou.

Em nota, a associação afirma que a medida acarretará em “maior corrupção eleitoral e potencialização de abuso de poder econômico”.

A proposta do tribunal regional, na verdade, cumpre normas do próprio Supremo, que foram alteradas recentemente e agora determinam critérios mais rígidos para extinção e o remanejamento de zonas eleitorais do interior. No total, serão 619 mil eleitores atingidos, confira lista.

Segundo informação do TRE-GO, a implementação do rezoneamento terá como ponto de partida as zonas eleitorais que não estão envolvidas nos trabalhos de revisão do eleitorado e dependerá de disponibilidade orçamentária e homologação do relatório pelo TSE.

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