Enterro simbólico do mosquito da dengue chama atenção de goianienses

Até o último dia 3, haviam sido notificados 26.743 casos de dengue e 18 mortes pela doença

Artistas e profissionais liberais se juntaram neste sábado (6/12) aos 400 agentes de saúde municipais para fazer um cortejo fúnebre do Aedes aegypit, o mosquito transmissor da dengue e da chikungunya.  A ação, segundo a prefeitura de Goiânia, fez parte do Dia D de combate às duas doenças, realizada anualmente pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Centenas de pessoas participaram da caminhada, que partiu do Parque Vaca Brava até o Parque Areião. No cortejo simbólico, agentes de saúde carregaram a obra de Siron Franco — autor da ideia —, um caixão de três metros com figuras de mosquitos gigantes.

Além de Siron, a ação contou com a participação do cartunista Jorge Braga, do prefeito Paulo Garcia (PT), do secretário municipal de saúde, Fernando Machado, e do secretário estadual de saúde, Halim Girade.

Na ocasião, Siron explicou que, em todas as campanhas publicitárias que já viu contra a doença, o mosquito aparece vivo. “Achei que a ideia do mosquito morto, ampliado em três metros, poderia causar um impacto. A ideia é que, mosquito bom é mosquito morto”, completou.

Siron ainda comentou que, ao saber da gravidade da chikungunya, resolveu entrar na campanha.  “Na verdade, o mosquito é pequeno, mas por causa dele uma pessoa pode morrer ou ficar até 90 dias de cama. Isso é muito mais sério do que as pessoas pensam”, relatou.

Paulo Garcia salientou que a Goiânia está empenhada em combater a chikungunya, “que agora afeta também o nosso País”. O petista agradeceu a participação da população e pediu mais empenho contra o mosquito. “Essa ação não é só do poder público, mas de toda a sociedade. Todos devemos ajudar, pois o mosquito não está só na rua, o mosquito está em nossas casas. E nós precisamos combatê-lo para evitar a disseminação dessas duas doenças na cidade de Goiânia”, alertou.

Por sua vez, o secretário estadual de saúde, Halim Girade destacou a importância da manifestação. “Temos de realmente fazer com que os governos, sejam eles municipais ou estaduais, façam a diferença junto com a sociedade”, ressaltou.

Dados

Até o dia 03 de dezembro, haviam sido notificados 26.743 casos de dengue e 18 óbitos pela doença. Da febre chikungunya, foram notificados 15 casos, sendo que dez ainda estão em investigação e os dois confirmados foram adquiridos na Guiana Francesa e outro no Caribe. Os outros três casos foram descartados.

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