Entenda os critérios utilizados para escolha dos pacientes que aguardam vagas em UTIs 

Avanço da covid-19 no Brasil faz com que diversos Estados brasileiros registrem filas de espera para internação

Diante do avanço do número de casos do coronavírus (covid-19) no Brasil, diversas cidades já contam com filas de espera para internação em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Pensando em otimizar o trabalho dos profissionais envolvidos nesses atendimentos, bem como a prestação desse serviço aos pacientes mais necessitados, associações médicas elaboraram um protocolo ético e encaminharam o documento aos profissionais de saúde de todo o país.

Nele, estão contidas uma série de critérios técnicos para internação de pacientes com a covid-19. Esses critérios devem ser observados na hora da tomada de decisão. Resumidamente, eles se norteiam com base em três fatores primordiais como: gravidade do paciente, maior grau de sobrevivência e capacidade.

Conforme mostrado pela UOL, o documento reforça que deve predominar um consenso de que o princípio mais sólido é o de priorização de pacientes com melhores chances de benefício e com maiores expectativas de sobrevida.

Dentre os critérios está o de “Salvar mais vidas”. Para alcançar o perfil deve-se avaliar o escore do paciente — que varia de 1 a 4 pontos. O escore oscila de acordo com uma série de parâmetros vitais e serve para traçar a chance de sobrevivência do paciente prestes a ser internado.

Também está na lista o critério “Salvar mais anos de vida”. Esse critério é avaliado a partir da presença de comorbidade grave com probabilidade de sobrevida inferior a um ano. Segundo a  reportagem, caso isso ocorra, serão somados três pontos à conta do paciente.

Por fim, outro critério observado é a “capacidade” do paciente. Nesse caso, o enfermo é avaliado conforme parâmetros que oscilam entre “completamente ativo”, até “completamente ineficaz de realizar autocuidados básicos”. A pontuação vai de 0 a 4.

Vale lembrar que Estados como Amazonas, Ceará, Rio de Janeiro e Pernambuco já contam com pacientes que aguardam vagas de internação em UTIs.

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