Entenda implicações de decreto que estabelece Situação de Emergência em Goiânia

Secretário de Saúde da capital explicou que ato permite contratação de novos agentes de endemia e estabelecimento de Força Tarefa de Enfrentamento ao mosquito

Além de 7 mil casos notificados, 4,5 mil foram confirmados e 3 pessoas morreram. Como se não bastasse, outra doença bate à porta: a chikungunya /

Goiânia poderá contratar agentes temporários para ajudar a conter epidemia | Foto: Divulgação 

Em coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (11/12), o secretário municipal de Saúde, Fernando Machado, explicou as implicações do decreto de Situação de Emergência em razão do alto índice de infestação do Aedes aegypti. Segundo ele, o ato assinado também na sexta-feira pelo prefeito Paulo Garcia (PT) será importante principalmente no que diz respeito ao efetivo de agentes que atuarão no combate ao mosquito.

Com o decreto, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) poderá não só aumentar o efetivo de agentes de endemias, mas também contratar funcionários temporariamente para cobrir o período de alto índice de infestação. Em Goiânia, só em 2015, já foram registrados mais de 78 mil casos de dengue, com 31 mortes confirmadas.

“Com esse tipo de decreto a gente pode fazer contratos temporários, até porque não tem sentido continuar com esse efetivo depois que você passa pelo período de epidemia”, explicou o secretário. Atualmente, Goiânia conta, segundo ele, com cerca de mil agentes, considerando os de endemia e os de vigilância, número pequeno frente aos mais de 600 mil imóveis da capital.

Além do aumento do efetivo, o decreto estabelece uma ação conjunta na ação de controle da proliferação do Aedes aegypti, na chamada Força de Tarefa de Enfrentamento. “Esse decreto vai nos permitir trazer várias entidades da sociedade civil organizada e do próprio poder público para que a gente faça uma ação realmente ampla no município de Goiânia para fazer um combate ao mosquito”, afirmou.

Por fim, a secretaria promete endurecer o controle dos criadouros do mosquito, principalmente multando os donos de residências em que focos do Aedes sejam encontrados. Segundo o secretário, “É facultado pra nós a aplicação mais rigorosa da lei que já existe em relação aos imóveis que estão com criadouro do mosquito transmissor dessas doenças”.

“As multas já estão sendo aplicadas e a gente vai inclusive investir nos fiscais do município de Goiânia para que eles nos ajudem nas vistorias”, disse Fernando. Ele explicou ainda que o objetivo é realmente engajar a população no combate ao mosquito: “O objetivo do poder público não é ficar aplicando multa, é que as pessoas se sensibilizem a participar desse processo de combate ao mosquito”.

A diretora de Vigilância Epidemiológica da SMS, Flúvia Amorim, explicou ainda que o objetivo do decreto é prevenir uma possível situação de epidemia de Zika na cidade, devido ao alto nível de infestação do mosquito. “Algumas cidades, como Goiânia, já vem declarando Estado de Emergência em situações de risco eminente de ocorrência de um grande número de casos”, esclareceu ela.

 

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