Entenda as diferenças entre as vacinas contra a Covid-19 aplicadas em Goiânia

Goianienses estão sendo imunizados com doses da Astrazeneca, Coronavac e Pfizer. De acordo com a Anvisa todas são seguras

Seguindo o Plano Nacional de Imunização (PNI) com distribuição de doses realizada pelo Ministério da Saúde, por meio do governo estadual, a prefeitura de Goiânia recebe e realiza a vacinação dos goianienses com os seguintes imunizantes: Pfizer, Astrazeneca e Coronavac. As vacinas passaram por criteriosa análise da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sendo consideradas seguras para a população.

Produzidas por diferentes laboratórios em parcerias com universidades e institutos como o brasileiro Butantan, cada imunizante foi desenvolvido a partir de componentes e tecnologias específicas, o que explica as diferenças em relação ao aprazamento (intervalo entre a primeira e a segunda dose) e, possíveis, efeitos colaterais. Ressalta-se que apesar das diferenças, as três vacinas apresentam alto índice de eficácia em relação às variantes em circulação.

Doses aplicadas

Segundo levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Saúde foram aplicadas até nesta terça-feira, 15, 703.862 doses de vacinas contra a Covid-19, sendo 363.954 da CoronaVac, 236.765 da AstraZeneca e 103.143 da Pfizer.

Os estudos mostram que a vacinação é essencial para garantir o sucesso no enfrentamento à pandemia da Covid-19 em todo o mundo. Sendo o avanço do percentual de imunizados, aliado aos cuidados sanitários já adotados, a única estratégia eficaz para diminuir os números de infectados e mortos. “A efetividade das vacinas aplicadas em nossa população é alta, enquanto os efeitos colaterais se resolvem em cerca de dois dias”, destaca o prefeito de Goiânia, Rogério Cruz.

Sobre as vacinas

AstraZeneca
Desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica britânico-sueca AstraZeneca, o imunizante é produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Brasil. A AstraZeneca usa um adenovírus não replicante, ou seja, inofensivo, uma vez que ele não tem o poder de se replicar.

Esse vírus leva um material genético para as células, expressa a glicoproteína do SARS-Cov-2 Spike (S). Ao identificar essa glicoproteína do SARS-CoV-2, o organismo responde com sua carga máxima ao vírus intruso, garantindo uma resposta imunológica para a pessoa. Isso faz com que o corpo produza sua própria proteção (anticorpos) contra o vírus causador da Covid-19.

Isso explica as reações adversas como calafrios, dores no corpo, náuseas e febre. Após o ciclo de imunização, com a aplicação das duas doses, caso a pessoa seja infectada com a Covid-19, o corpo já estará preparado para responder de forma rápida e impedir que a pessoa tenha um quadro grave da doença.

Coronavac
Desenvolvida pela biofarmacêutica chinesa Sinovac Biotech, a vacina também é produzida no Brasil em parceria com o Instituto Butantan, que importa o ingrediente farmacêutico ativo (IFA). Sua tecnologia usa uma versão inativada do coronavírus. Ao entrar no organismo, esse vírus incapaz de se reproduzir é detectado pelo sistema imunológico, que gera uma resposta com a produção de anticorpos.

Apresenta poucos efeitos colaterais, como inchaço no braço, fadiga e dor de cabeça. Por ser produzida a partir do vírus inativado, contendo todas as partes, pode gerar uma resposta imune abrangente contra diversas variantes.

Pfizer
Desenvolvida pela empresa alemã BioNtech e produzida pela farmacêutica americana Pfizer. A vacina não utiliza vírus e sim a tecnologia de mRNA que leva uma “mensagem” ao corpo com as informações genéticas do vírus. Assim, o indivíduo passa a produzir anticorpos contra o coronavírus, garantindo a resposta imunológica.
Também apresenta poucas reações adversas, entre elas, dor no local da aplicação, fadiga, náusea e irritação na pele.

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