Enquanto gestão reclama de dívidas, OAB-GO e Casag gastam com propaganda

De acordo com advogados da Ordem, publicidade em jornais tem sido utilizada para “promoção pessoal”, o que vai contra a função do órgãos de direito

Suplemento de publicidade da OAB-GO com a Casag| Foto: Reprodução

Membros da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) denunciaram ao Jornal Opção que a atual gestão, juntamente com a Caixa de Assistência dos Advogados de Goiás (Casag), está gastando verba com propaganda, mesmo após reclamar de dívidas deixadas pelas últimas gestões.

Na última segunda-feira (12), foi lançado um suplemento de 8 páginas sobre a OAB-GO e a Casag, que foi enviado a escritórios de advocacia. No informativo publicitário é possível ver notas elogiosas sobre as duas instituições.

“A atual administração fala que tem dívidas, mas não tem nenhuma prova dela e, se tem mesmo, como está gastando tanto com publicidade?”, questionou o advogado Haroldo José Rosa Machado Filho.

Segundo ele, a OAB-GO e a própria Casag estão fazendo “promoção pessoal”, o que vai de encontro ao que pregam. “A Ordem tem que se preservar, não precisa se mostrar”, reclamou.

Miguel Cançado também teceu críticas ao informe. “Me impressiona um caderno especial em um jornal caro quando se reclama que a instituição está com dificuldades financeiras. Não é razoável se gastar tanto com publicidade”, disse.

Segundo o advogado, ele alertou Lúcio Flávio de Paiva Siqueira, atual presidente da OAB-GO, sobre o material em uma rede social, mas não obteve resposta.

“A advogacia merece o esclarecimento de qual foi o custo disso”, bradou.

Atual gestão

A gestão de Lúcio Flávio, de uma maneira geral, é alvo de críticas de vários advogados. Haroldo disse que as gestões anteriores eram mais ativas. “Antigamente, a ordem se posicionava nas questões institucionais do Brasil, questões de direitos humanos. Hoje não tem nada disso”, afirmou.

Haroldo reforçou ainda a reclamação recorrente de outros advogados a respeito do descaso com os membros do interior. “O interior está totalmente prejudicado, de fato abandonado”, garantiu ele, que já foi presidente da seccional de Goiás Velho.

Deixe um comentário