Enel quer responsabilizar autores do projeto de encampação por possíveis “prejuízos”

“Estão tentando nos ameaçar para nos calarmos. Sem sombra de dúvidas é uma tentativa de intimidação”, reagiu o líder Bruno Peixoto (MDB)

Fachada da enel Goiás | Foto: Reprodução

A distribuidora de energia, que comprou a Cleg D, a Enel, quer responsabilizar os autores do projeto de encampação, Bruno Peixoto (MDB) e Lissauer Vieira (PSB), por “prejuízos”. A empresa argumenta que a proposta representa “pouco apreço” à Constituição.

Para o líder do governo, Bruno Peixoto, trata-se de uma tentativa de intimidação. Indignado, ele bradou na Assembleia Legislativa de Goiás, nesta terça-feira, 26: “Querem que todo prejuízo da empresa a partir da apresentação do projeto seja tomado por nós como responsabilidade pessoal, tentando nos ameaçar para nos calarmos diante do mau serviço prestado”

“Esqueceram que não vamos nos curvar a uma empresa que desrespeita o povo goiano. Sem sombra de dúvidas é uma tentativa de intimidação. É um desrespeito comigo, com o presidente e com a Assembleia”, assinalou.

O presidente da Casa, Lissauer Vieira (PSB), também reagiu. “Essa empresa nos envergonha. A hora que alguém, em defesa da população de Goiás, levanta sua voz na prerrogativa que temos de parlamentares e de fiscais da Lei, ela vem querer nos intimidar”, disse.

Ele ainda frisou que o documento é assinado pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Lúcio Flávio, que é advogado da Enel. E citou a matéria publicada no Jornal Opção, em que o presidente da entidade disse que o projeto era ilegal.

“Ele não tem prerrogativa para falar, não tem moral para falar de nós, ele está recebendo da Enel como presidente da OAB. Qual a moral que ele tem para falar que nós estamos no caminho errado? Eles precisam se explicar é na CPI da Enel para os cidadãos goianos que não têm energia elétrica de qualidade”, disse.

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