Empresários e servidores da Seduc podem ter agido em fraudes licitatórias por oito anos

Segunda fase da Operação Mákara cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em Goiânia, Aparecida de Goiânia e São Luís dos Montes Belos

 

Nesta sexta-feira, 7, a polícia civil apresentou resultados da segunda fase da Operação Mákara, que apura possíveis fraudes em processos licitatórios de obras públicas na Secretaria de Estado da Educação (Seduc). De acordo com a investigação, suspeita-se que os empresários e os servidores envolvidos possam ter agido no esquema por oito anos. Os nomes ainda não foram divulgados.

A apuração aponta que os empresários combinavam entre os valores que seriam apresentados nas licitações e, depois, convenciam os servidores a ajudá-los nas fraudes. Segundo o delegado responsável pelo caso, Marcelo Aires, da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT), chegou-se a essa conclusão após análise de notas fiscais.

“Começamos a investigar notas fiscais falsas que eram emitidas por um único grupo empresarial que realizava as obras. Após aprofundarmos em mais detalhes, verificamos que o processo criminoso era bem mais amplo”, explicou.

Mandados

Foram cumpridos, no total, 17 mandados de busca e apreensão em Goiânia, Aparecida de Goiânia e São Luís de Montes Belos. Foram apreendidos computadores, telefones celulares, dinheiro e documentos que reforçam os indícios da prática criminosa. A Polícia Civil também representou pelo afastamento de um servidor responsável pela área de fiscalização da Seduc.

Em maio, durante a primeira fase da operação, o Governo do Estado exonerou todos os servidores que as investigações apontavam terem envolvimento no esquema criminoso. A Secretaria de Estado da Educação disse que colabora, desde o início deste ano, com as investigações e declarou apoio integral ao trabalho dos policiais.

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