Empresário diz ter entregue cavaletes para a prefeitura, mas não apresenta provas

Ouvido na Comissão Especial de Inquérito (CEI) da SMT, dono da JBA Comercial diz que jogou fora todas as requisições que comprovavam fornecimento

Empresário disse que guardava as requisições apenas até que fossem fornecidos um número suficiente de cavaletes para que a SMT efetuasse o pagamento | Foto: Alberto Maia/ Câmara

O dono da empresa JBA Comercial Ltda., Cleomar Antônio, prestou depoimento nesta segunda-feira (24/4) na Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga supostas irregularidades na Secretaria Municipal de Trânsito (SMT). Segundo ele, todos os 7.150 cavaletes adquiridos em contrato entre sua empresa e a prefeitura foram entregues.

A fala contraria diligência realizada pelos vereadores, que ao visitarem a sede da SMT, encontraram notas fiscais de apenas 4 mil cavaletes, sem registro algum de entrega no almoxarifado. Outros servidores já ouvidos também já afirmaram que a secretaria não recebeu todos os instrumentos de fiscalização adquiridos.

Quando questionado sobre a falta de documentação que ateste a entrega dos cavaletes, o dono da JBA afirmou que eles foram entregues aos poucos, por meio de requisições — que só eram mantidas por ele até o pagamento dos produtos. “Ia guardando e, quando chegava num número, eles emitiam a nota e pagavam, aí eu jogava fora”, alegou ele.

Cleomar disse ainda que começou a fornecer os cavaletes antes da assinatura do contrato, em maio de 2015, pouco depois da realização da licitação, em fevereiro do mesmo ano. Os vereadores também perguntaram quem fazia as solicitações de entrega, mas Cleomar não soube responder, alegando que os pedidos eram feitos por telefone, sem identificação.

Além disso, o dono da empresa foi confrontado sobre a redução no preço dos cavaletes do primeiro (R$31) para o segundo contrato (R$ 24,50). Em resposta ao vereador e presidente da CEI, Elias Vaz (PSB), que queria saber se houve superfaturamento na compra inicial, ele disse que começou a trabalhar com cavaletes naquela época e ainda não sabia dos custos reais de fabricação. À época do segundo contrato, afirmou, ele viu que era possível fazer mais barato.

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