Empresária goiana conta estratégias para manter vendas durante pandemia

“Já tínhamos uma clientela fidelizada então o produto já ia até nossas clientes, isso aumentou agora”, explica Aline Porto, dona de loja multimarcas

A pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2) impôs enormes desafios aos governos, além de severas restrições à sociedade e limitações ao comércio. Neste cenário, duas empresárias da capital que atuam no ramo da moda têm apostado em alguns diferenciais para driblar a crise e aumentar as vendas em meio a este cenário de incertezas. 

O negócio surgiu há dois anos, a partir do sonho de Aline Porto. “Sempre trabalhei com moda e tinha esse sonho antigo que vinha sendo arrastado há anos. Tinha incertezas sobre trabalhar por conta própria, escolher o melhor ponto, etc”, relata. Foi aí que a designer de interiores Arádia Mesquita embarcou na ideia e as duas amigas resolveram empreender juntas.

“Começamos a trabalhar e logo o país entrou em crise, agora estamos enfrentando uma pandemia. Não é fácil, mas estamos estudando bastante, e até agora conseguimos nos reinventar e superar os empecilhos”, conta Aline. Uma das estratégias da loja multimarcas foi intensificar a presença nas redes sociais, a relação pós-venda e criar um sistema delivery com uma rede de clientes.

O trabalho de levar o produto até potenciais clientes foi aprimorado a partir da experiência de Aline como sacoleira, que antes mesmo da pandemia já enviava roupas para diversas cidades do interior. “Já tínhamos uma clientela fidelizada então o produto já ia até nossas clientes, isso aumentou agora”, explica a empresária.

Empresárias Aline Porto (à esquerda) e Arádia Mesquita (à direita) | Foto: Arquivo Pessoal

“Não ficamos esperando os clientes nos procurarem, divulgamos as novidades nas redes sociais e organizamos sacolas com produções pensadas para aquela pessoa”, detalha ao revelar que sempre acaba fechando vendas por meio deste processo. Para isso, a internet tem sido uma grande aliada da loja. As vendas on-line foram essenciais, inclusive, para manter o volume de vendas durante a quarentena.

A empresária destaca que não tem sentido tanta diferença no faturamento registrado agora se comparado ao registrado em meses mais fracos. “Maio, por exemplo, é um mês atípico, com muitas vendas por conta do Dia das Mães, da pecuária e outras festividades regionais. Mas se olharmos o mês de junho, as vendas do ano passado foram semelhantes às registradas neste ano”, revela. 

Segundo Aline, as mulheres estão acompanhando as tendências pela internet e isso estimula o consumo. Para que esse desejo se torne uma venda, a loja tem buscado oferecer opções com bons preços, além de permitir parcelamentos maiores e facilitados. “Oferecemos uma produção completa para clientes com todo o cuidado, sempre explicando que as escolhas devem ser assertivas optando sempre que possível por peças que serão usadas de diversas formas”.

“Também incentivamos uma compra consciente, sugerindo a aquisição de peças atemporais. Compartilhamos conhecimentos adquiridos em cursos na área da moda que faço constantemente, com nossas consumidoras. Isso cria uma relação pós-venda. Esse cuidado é gratificante e viciante, tem toda uma relação estabelecida”, conta Aline, ao destacar que presta uma espécie de consultoria às clientes de sua loja.

Fornecedores goianos

Segundo as empresárias, uma área administrativa e financeira forte também é fundamental para o sucesso nos negócios. Por isso, Arádia busca sempre manter tudo na ponta do lápis. Uma das ações adotadas por ela durante a pandemia é a compra de mercadoria à vista, o que permite a negociação de descontos. Outra mudança importante refere-se à escolha dos fornecedores.

“Sempre trabalhamos com peças de São Paulo, agora na quarentena por conta de dificuldades para acessar esse mercado acabamos comprando bastante pela internet e descobrimos novas fábricas maravilhosas em nosso estado. Temos marcas goianas que não perdem em nada no quesito qualidade e bons preços para outros mercados”, avalia Aline ao frisar que a loja deve mesclar esses dois mercados fornecedores pós-pandemia.

A proprietária da loja, localizada na Avenida do Alpes, no Setor União, também cultiva planos para o futuro. “A minha expectativa é crescer, ter um espaço cada vez mais confortável, mas sem perder nossa essência. Optamos por não trabalhar com influenciadores por exemplo. Queremos cultivar essa proximidade e mostrar mulheres reais, trabalhar a autoestima e Empoderamento feminino”, arremata Aline.

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