Empresa diz que casal gay foi demitido por “corte de gastos” e nega preconceito

Advogado da WB Componentes afirmou que orientação sexual dos dois ex-funcionários não impediu que eles fossem contratados e, portanto, não seria motivo de dispensa

Daniemerson e Geferson se casaram no último dia 5/11 | Foto: Reprodução / Facebook

Daniemerson e Geferson se casaram no último dia 5/11 e acusam empresa de demiti-los pela sua orientação sexual | Foto: Reprodução / Facebook

O advogado Tabajara Póvoa, que representa a empresa WB Componentes -acusada de homofobia por dois ex-funcionários, que afirmaram ter sido demitidos após oficializar casamento – negou que a motivação do desligamento dos dois tenha sido a orientação sexual deles. Segundo ele, era de conhecimento da empresa que eles eram namorados e que isso nunca teria sido motivo de assédio ou para justificar demissão.

“A demissão não teve nada a ver com a situação do casal, quando o segundo funcionário foi contratado, já sabiam da condição dele de homossexuais, eles já haviam inclusive frequentado festas de confraternização e se apresentado como namorados”, contou ele. “Se não foi obstáculo para a contratação, por que seria motivo para a demissão?”

Segundo o advogado, o real motivo da demissão foi o momento de dificuldades econômicas que enfrenta a empresa. “A empresa desconhece totalmente o fato, a demissão foi sem justa-causa e eles têm a liberdade de demitir quem quiserem, têm que definir quem mandar embora”, afirmou.

O casal alegou que tirou três dias de licença após o casamento, mas que a empresa os demitiu porque considerou dois desses dias como falta. O advogado confirmou que dois dias foram considerados falta, mas alegou que eles foram informados previamente do período em que poderiam se ausentar e que esse não foi o único motivo da demissão.

“Foi uma série de fatores, inclusive sobre quantos dias era a possibilidade do recesso. Eles extrapolaram o limite do entendimento do jurídico mesmo tendo sido informados previamente, inclusive tenho parecer que eu passei para a empresa. Mas isso sozinho não é só o motivo”, disse. Questionado sobre quais seriam estes outros fatores, no entanto, o advogado não quis informar, alegando que não queria expor os dois.

Por fim, ele negou que a empresa tivesse conhecimento do assédio que, segundo o casal, era diário e constante. “Empresa nunca ficou sabendo disso [das chacotas], nem o RH nem a diretoria”, garantiu ele. Entretanto, não negou a fala dos dois ex-funcionários de que, no momento da contratação, foram advertidos de que “não deveriam ficar se pegando no trabalho”, e utilizou-se da alegação para comprovar que não houve preconceito nem na contratação, nem na demissão.

2 Comment threads
0 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
2 Comment authors

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.

Jiu

Fujam dessa empresa. Fujam dessas pessoas ignorantes que infelizmente sabemos que eh falta de informacao e que faz parte da cultura brasileira so cultivar carnaval sexo e futebol. Vao viver o amor de vcs longe do que te fazem mal. O povo brasileiro precisa aprender e mt a nao aceitar contudo respeitar os outros. Pois no fim das contas td mundo tem teto de vidro e esquece que seu filho esta sujeito a ser gay tb. Portanto pessoas, nao julguemos os outros. Vcs sabem de hj mas nao sabem do amanha

pedro

Hoje no Brasil é muito complicado a empregar alguém que seja dos grupos de privilegiativos, são vários mais se não dar direito iguais a todos a barbaria vai aumentar, já esta quase uma ditadura judiciaria popular!