Empresa afirma que seguiu protocolo em ação que quase incinerou corpo de recém-nascido

Resíduo Zero considera que houve precipitação no repasse de informações, lamenta situação e diz que verificação de materiais descartados não é de cargo da empresa   

Foto: Reprodução

A empresa Resíduo Zero Ambiental publicou nesta segunda-feira, 28, nota de esclarecimento sobre o processo de coleta de resíduos hospitalares que quase resultou na incineração do corpo do um recém-nascido Rogério Cardoso de Almeida Filho. Segundo a nota, a empresa seguiu o protocolo de coleta.

No sábado a Maternidade Marlene Teixeira e a Secretarial de Saúde de Aparecida de Goiânia confirmavam que o corpo havia sido incinerado, após descarte equivocado. No entanto, um dia depois a empresa constatou que não havia executado a ação no lote em que estava o corpo, sendo encontrado pela Polícia Civil horas mais tarde.

Nota de esclarecimento

A Resíduo Zero Ambiental esclarece que é responsável pelo recolhimento dos resíduos biológicos e perfurocortantes das unidades de saúde municipal de Aparecida de Goiânia.

Os resíduos são coletados conforme procedimento operacional específico, que, entre outros, veda expressamente a violação dos resíduos por parte de seus funcionários, para evitar qualquer tipo de contaminação.

A coleta dos resíduos hospitalares na Maternidade Marlene Teixeira foi realizada na sexta-feira, 25. Como de praxe, no local de sempre, indicado pela maternidade, sem que os colaboradores da Resíduo Zero Ambiental tivessem acesso às demais dependências internas da maternidade (apenas ao local determinado para descarte de resíduos).

A coleta dos resíduos hospitalares foi realizada conforme o procedimento, com atestação de servidor da maternidade, que assinou o documento (Ticket de Pesagem) às 14h40.

Em seguida, os resíduos foram encaminhados para a empresa seguindo o rito para o processo de tratamento.

Embora parte dos resíduos coletados na última sexta-feira tenham recebido tratamento térmico no mesmo dia, o corpo estava em outro container, que ainda não havia passado pelo processo de tratamento.

Em nenhum momento a empresa informou que o resíduo coletado havia sido incinerado. A Maternidade e a Secretaria de Saúde de Aparecida de Goiânia se precipitaram erroneamente ao afirmarem isso.

Após tomar conhecimento da possibilidade de existir um corpo dentro de suas instalações, a empresa determinou que o resíduo armazenado não fosse tratado até que as buscas ou perícias fossem realizadas adequadamente pela Polícia Civil e peritos.

A Resíduo Zero Ambiental lamenta o ocorrido. A empresa contribuiu para os esclarecimentos dos fatos, fornecendo as devidas informações e permanecendo  à disposição da Polícia Civil e demais autoridades.

Por fim, novamente presta sua solidariedade à família e permanece à disposição para informações adicionais acerca de suas atividades.

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