Em vídeo, assessor de Feliciano negocia com jovem que denunciou deputado

Para Polícia Civil, conversa entre Patrícia Lélis e Talma Bauer mostra que ambos mentiram em seus depoimentos e, agora, os dois devem ser indiciados

Um vídeo divulgado na última quarta-feira (10/8) mostra Patrícia Lélis, a jovem que denunciou o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) por tentativa de estupro, em uma conversa com o chefe de gabinete do parlamentar, Talma Bauer. Na conversa, Lélis e Bauer negociam valores, que a Polícia Civil acredita serem referentes à compra do silêncio da estudante.

No vídeo, divulgado pela revista Veja, Bauer pergunta se o dinheiro que ele enviou à jovem era o suficiente para ela “se resolver”. Então a jovem pergunta se ele se refere “aos dez mil [reais]” e ele responde que, na verdade, a quantia era de 50 mil. A gravação é do dia 30 de julho, mais de um mês depois da suposta agressão de Feliciano.

Para a polícia, a gravação mostra que foi a estudante quem pediu propina ao assessor de Feliciano para não denunciar o pastor-deputado. Além disso, os investigadores agora acreditam que tanto Bauer quanto Lélis mentiram em seus depoimentos e, por isso, os dois devem ser indiciados. Ele por favorecimento pessoal, ela por extorsão e falsa comunicação de crime.

Patrícia Lélis denunciou Talma Bauer por sequestro e ameaça, crimes que foram descartados pela polícia. Já o chefe de gabinete de Feliciano afirmou em depoimento que não tentou subornar a jovem, o que também foi descartado.

Além dos dois, aparece no vídeo Emerson Biazon, que se apresenta como assessor do PRB. Ele contou à polícia que participou de toda a negociação para que Lélis não denunciasse o deputado federal publicamente. A jovem acabou denunciando Feliciano por agressão, assédio sexual e tentativa de estupro em Brasília, no último domingo (7).

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