“Em uma guerra utilizamos os instrumentos que temos”, diz a médica Carine Petry, em defesa do tratamento precoce contra Covid

A médica explica que a Cloroquina, Hidroxicloroquina e corticoides são medicações acessíveis e que são conhecidas há muitos anos

Médica otorrinolaringologista Carine Petry. Foto: Reprodução.

Em todo país surgiram iniciativas de grupos de médicos que defendem o tratamento precoce da Covid-19 com o uso do chamado kit profilaxia. Esses médicos têm relatado suas experiências no trabalho de combate à doença e os resultados. Um desses grupos é o Covid 19 – DF, que reúne profissionais em suas especialidades para debater e desmistificar o uso de Cloroquina, Hidroxicloroquina, corticoides, antirretrovirais, antiparasitários para o enfrentamento ao novo coronavírus.

A médica otorrinolaringologista Carine Petry compõe o grupo Covid19- DF e tem ajudado a divulgar os protocolos e resultados que o uso do kit profilaxia propícia aos pacientes. Em entrevista ao Jornal Opção, ela disse considerar que o uso dos medicamentos certos de forma precoce pode reverter o quadro do paciente e evitar que o mesmo seja submetido a uma internação. “Neste momento temos uma curva exponencial da doença. Enquanto isso a capacidade dos hospitais está atingindo 100%. Neste cenário o tratamento precoce visa diminuir a replicação viral nos primeiros cinco dias de sintomas”, diz.

Médica Carine Petry | Foto: redes sociais

Carine Petry esclarece o tratamento precoce precisa ser iniciado logo quando surgem os sintomas, e não após o resultado do exame. “Muitas pessoas acham que precisam fazer o teste para começar o tratamento e isso não é verdade. Então é muito importante conhecer os sintomas precoces, que vão de dor no corpo, garganta e febre”, alerta.

A médica explica que a Cloroquina, Hidroxicloroquina e corticoides são medicações acessíveis e que são conhecidos há muitos anos. “Sabemos que se o paciente tem risco, temos conhecimento de como ministrar adequadamente”, diz.

Carine Petry conta que na fase inicial da Covid são são indicados medicamentos com potencial e efeito antiviral, como a Cloroquina, a Hidroxicloroquina, o antibiótico Azitromicina e o vermífugo Ivermectina, associados ao zinco, que tem efeito imunomodulador. “Não temos evidências científicas nível A dessas medicações, mas temos estudos observacionais que mostram que elas são seguras e ajudam a evitar a mortalidade de pacientes”, afirma.

A segunda fase, em geral após o sétimo dia de sintomas, é caracterizada pela inflamação dos pulmões e o paciente pode desenvolver uma pneumonia viral. Nesse estágio é preciso tratar com corticoides como a Dexametasona, além do uso associado de antibióticos. “É como se estivéssemos em uma guerra, e em uma guerra utilizamos os instrumentos que temos”, diz.

A médica que tem participado de lives e debates sobre o tema, diz que o uso dos medicamentos na fase inicial é significativo e não deve ser discutido de forma política “Eu sou médica, minha preocupação é com a vida das pessoas. Posso até ter minhas visões políticas, mas busco formas para que isso não interfira nas minhas condutas. Temos responsabilidade com as vidas das pessoas”, afirma. “Diante disso eu acredito que o tratamento precoce é de grande importância especialmente diante do cenário que estamos chegando, que é de colapso do sistema de saúde”, finaliza.

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