Apesar de pessoas próximas, inclusive familiares, serem alvos de investigação, não há, até então, qualquer indício de práticas de corrupção no Governo Federal

Presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR

Ao participar de uma solenidade de formatura de paraquedistas das Forças Armadas na Vila Militar, no Rio de Janeiro, o presidente Jair Bolsonaro disse que a manutenção de um governo livre de corrupção não é uma virtude e sim uma obrigação.

“O que fazemos, o que parte da imprensa apenas publica no tocante a um governo sem corrupção, isso não é virtude, isso é obrigação de cada um de nós”, declarou Bolsonaro.

Conforme mostrado pela reportagem do portal UOL, apesar de pessoas próximas ao presidente serem alvo de investigação — como, por exemplo, os filhos Flávio e Carlos Bolsonaro e o ex-assessor de Flávio e amigo da família, Fabrício Queiroz — não há, ainda, qualquer indício de práticas de corrupção no Governo Federal.

Em paralelo

Quanto aos casos que envolvem os filhos, ambos são investigados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) por suspeitas de rachadinha — repasse de parte do salário recebido ao contratante — e também pela contratação de assessores fantasmas em seus gabinetes.

Sobre Queiroz, ele é suspeito de ter coordenado todo esquema supostamente implantado no gabinete de Flávio Bolsonaro à época. Queiroz chegou a ser preso mas teve habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Vale lembrar dos ministros que, apesar de não terem cometido nenhuma irregularidade ao ocuparem cargos de gestão no atual governo, tiveram seus nomes envolvidos em escândalos. O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni (DEM), confessou ter recebido dinheiro de caixa 2 nas campanhas eleitorais de 2012 e 2014.

Já o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, foi denunciado sob acusação de envolvimento em um esquema de laranjas do PSL na eleição do ano de 2018. Apesar do imbróglio, a Justiça ainda não decidiu se aceitará ou não a acusação do Ministério Público. (Com informações do UOL)