Em ‘situação crítica’, Senador Canedo acata recomendações do governo sobre funcionamento do comércio

“Um termômetro da gravidade da situação é considerar que na semana passada abrimos o Hospital de Enfrentamento à Covid-19 com 11 leitos de UTI e 20 de enfermaria e, hoje, a ocupação já é de 100%”, diz o prefeito Fernando Pellozo

Prefeito de Senador Canedo, Fernando Pellozo

O Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19 de Senador Canedo decidiu acatar, na íntegra, as recomendações do Governo do Estado e adotar nota técnica que estabelece o funcionamento do comércio em geral – centros comerciais, shoppings e academias, entre outros – com 50% de lotação, e restringe a 30% a ocupação de igrejas e bares e restaurantes.

O município encontra-se “em situação crítica” e um novo decreto deve ser publicado ainda nesta quinta-feira, 18.

O Comitê se reuniu no final da tarde da quarta-feira, 17, provocado pela videoconferência entre o governador Ronaldo Caiado e todos os prefeitos goianos, realizada horas antes. Participaram representantes da Prefeitura, entre eles o prefeito Fernando Pellozo e a secretária de Saúde, Fabiana Lopes; Ministério Público, Polícia Militar, Bombeiros, Polícia Civil, Guarda Municipal e Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL).

“A preocupação do governador e do secretário de Saúde do Estado, Ismael Alexandrino, também é nossa e vamos seguir na íntegra a nota técnica divulgada”, explica o prefeito.

Situação

Senador Canedo está no grupo de municípios identificados pela cor vermelha, que indica situação crítica em relação à pandemia do novo coronavírus. “Um termômetro da gravidade da situação é considerar que na semana passada abrimos o Hospital de Enfrentamento à Covid-19 com 11 leitos de UTI e 20 de enfermaria e, hoje, a ocupação já é de 100%”, diz o chefe do Executivo Municipal.

Fernando Pellozo confirma movimentos da Prefeitura de Senador Canedo no sentido de ampliar ainda mais a rede de atendimento à doença, com a abertura de mais cinco leitos de UTI e cinco de enfermaria, mas é enfático em chamar a atenção para a responsabilidade coletiva. “Não temos como abrir novos leitos indefinidamente e mesmo isso não seria capaz de fazer frente ao avanço do vírus. Se a população não se conscientizar e seguir as orientações, o resultado dificilmente será satisfatório”, conclui.

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