Em sabatina na TV, Caiado evita falar sobre temas polêmicos

Candidato foi indagado sobre a participação nos governos de Marconi Perillo, relação com a PEC do Trabalho Escravo e o passado coronelista da sua família

Reprodução

Durante sabatina na TV Anhanguera no início da tarde desta terça-feira (11/9), o candidato ao governo de Goiás Ronaldo Caiado (DEM) evitou falar sobre temas polêmicos e precisou desviar o foco das perguntas incisivas dos jornalistas algumas vezes durante os 20 minutos em que durou a entrevista.

Logo de cara, o candidato foi questionado sobre sua trajetória na política goiana e a relação histórica com o grupo que está atualmente no poder. O apresentador Luciano Cabral lembrou que Caiado foi figura do “Tempo Novo” e que participou dos governos de Marconi Perillo (PSDB).

Como resposta, Caiado se restringiu a dizer que “a fila andou” e apostou no conhecimento da população goiana sobre a sua trajetória. Indagado mais uma vez sobre o tema, o candidato desmereceu o questionamento e disse que “o ti ti ti da política não está no dia a dia do cidadão”.

O senador foi questionado, ainda, sobre a sua posição controversa em relação à PEC do Trabalho Escravo no Congresso Nacional e optou novamente por desviar o assunto, dizendo ao jornalista que pesquisasse mais sobre o tema, sem entrar em detalhes.

Ao mesmo tempo que tentou fugir do passado, Caiado se apegou a ele para continuar escapando dos temas polêmicos. Para justificar as respostas evasivas, o democrata citou a medicina e discussões nacionais que participou no Congresso.

Quanto ao passado coronelista de sua família, o senador asseverou que responde por seus atos. “Buscar meus antecedentes, que já estão mortos, e reviver isso é desespero”, disse. Para completar, justificou que exerce a medicina por 43 anos e apelou para o caráter humanitário. “As pessoas sabem exatamente da minha visão solidária”, acrescentou.

Caiado também falou sobre as propostas para a Saúde, citando a telemedicina e a regionalização hospitalar, sem deixar de fazer críticas a atual gestão. Por fim, ele ainda negou que pretende criar taxas e impostos na área de transporte e mobilidade urbana, conforme indica o seu plano de governo, e defendeu um “novo direcionamento” dos tributos.

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