Governadores de Goiás e Paraná e o vice-governador de Santa Catarina foram a Brasília conversar sobre a as medidas tomadas a partir da Operação Carne Fraca

O governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) pediu ao presidente Michel Temer (PMDB), uma nova análise sobre a situação do frigorífico na cidade de Mineiros em reunião na manhã desta segunda-feira (3/4), no Palácio do Planalto. A unidade da empresa BRF é um dos três frigoríficos que tiveram as linhas de produção paralisadas por determinação do Ministério da Agricultura devido ao suposto envolvimento no esquema investigado pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal.

Também participaram do encontro o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), e o vice-governador de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira (PMDB). No encontro foram discutidas as medidas que vêm sendo tomadas para gerenciar o impacto da Operação Carne Fraca, que investiga fraudes na investigação de frigoríficos, nas exportações.

O vice-governador de Santa Catarina elogiou a rapidez nas ações, mas entende é necessário manter a atenção. “O governo agiu rápido, mas o processo não está sanado e depende ainda de muitas ações”, declarou.

Os governadores criticaram também a participação de fundos de pensão em empresas que comercializam carne. Segundo Pinho Moreira, essas participações têm o risco de acabar “politizando” a direção dessas empresas.

Falando em nome dos governadores que se reuniram com Temer, o vice-governador de Santa Catarina enfatizou ser necessário que as empresas do ramo de produção de carne sejam comandadas por pessoas que conheçam toda a sistemática do setor. “Há empresas com forte participação de fundos de pensão. Isso às vezes politiza um pouco a direção dessas empresas. É fundamental que quem dirija empresas do setor sejam pessoas do ramo, que entendam como se produz carne bovina, suína e de aves, desde o início, com sistemas integrados e com os cuidados com as parcerias dessas empresas”, disse Pinho Moreira.

“Nós sabemos que as consequências de uma administração não exitosa traz muito desemprego”, acrescentou ele, em meio a elogios a alguns projetos em tramitação no Congresso Nacional, que definem novas regras para a gestão dos fundos de pensão das estatais.