Em reunião com ministro da Saúde, Caiado se opõe a São Paulo receber 30 milhões de doses a mais que outros estados

Pasta da saúde deve entregar aos estados 41 milhões de imunizantes até o fim de julho e 68 milhões em agosto

Governador de Goiás, Ronaldo Caiado | Foto: Reprodução

Vacinação contra a Covid-19 no Brasil foi o tema da reunião, ocorrida nesta terça-feira, 13, entre o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, o secretário de Estado de Saúde, Ismael Alexandrino, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e chefes do Executivo de várias outras unidades federativas do país. A previsão, segundo Ismael, é que sejam entregues aos estados 41 milhões de imunizantes até o fim de julho e 68 milhões em agosto.

“Para julho a expectativa é boa, para agosto melhor ainda”, ressaltou o secretário. Caiado, no entanto, não ficou tão satisfeito ao ouvir o anúncio de que o Governo de São Paulo terá direito a receber 30 milhões de doses extras para que consiga cumprir com o calendário até 20 de agosto. O governador de Goiás solicitou ao ministro da Saúde que isso seja analisado, ao considerar que “todos os estados estão seguindo a distribuição do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

“Nós entendemos que há uma diferença entre a população de um Estado e outro, mas não desse montante de 30 milhões de doses que possibilitaria uma unidade antecipar radicalmente a campanha. Isso geraria uma desigualdade da cobertura vacinal no País, algo que não é previsto pelo PNI. Independentemente da forma que essas vacinas entraram no Brasil, se adquiridas, doadas ou fruto de um determinado acordo, não há justificativa para que uma unidade as tenha em detrimento das outras”, defendeu Ismael Alexandrino. Ainda segundo ele, o Ministério da Saúde (MS) informou que enviará um retorno sobre o assunto para o próprio governador Caiado.

Calendário das doses

O aumento do intervalo entre as doses da Pfizer também foi discutido na reunião, em prol do avanço no calendário de imunização. Assim, foi debatido que não há maiores problemas em se adotar o intervalo de 12 semanas entre etapas, que já está sendo utilizado em alguns estados do Brasil, “visto que a primeira aplicação é extremamente eficiente, contribuindo para ampliar o maior número de vacinados possível”. No entanto, Queiroga deixou claro que não é recomendada a intercambialidade de vacinas, inclusive para gestantes.

“Do ponto de vista de política nacional ele deixou claro que, por enquanto, não vai acontecer. Entretanto, esse assunto é algo já debatido no Estado de Goiás, que aguarda um parecer das sociedades médicas sobre o tema”, ressaltou o secretário.

Volta às aulas

O retorno presencial das aulas também foi assunto importante do encontro. Marcelo Queiroga enfatizou que a volta às aulas não depende somente da vacinação integral dos professores, embora já exista um movimento dos estados para que os alunos retornem às salas de aula. “Em Goiás retornaremos em agosto com a grande maioria dos professores, quiçá a totalidade deles, já vacinados”, reforçou Ismael Alexandrino.

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