Em resposta a Jean Carlo, Jayme Rincón diz que foi vítima de ação política

“O ex-deputado ataca pessoas que sabe que são honestas”, diz ex-presidente da Agetop em nota

Jayme Rincon, ex-presidente da Agetop | Foto: reprodução

O ex-presidente da Agetop, Jayme Rincón emitiu nota comentando as declarações do ex-deputado Jean Carlo que sua escolha para tesoureiro da campanha tucana por “ter tantos problemas na Justiça”.

Jean Carlo disse ainda que deve levar o ex-presidente da Agetop à Justiça. “Como deputado estadual, representante de alguns municípios, meus requerimentos para a Agetop foram exclusivamente com pedidos para as bases; os prefeitos são testemunhas. Como o sr. Rincón alega, se tem pedidos não republicanos, recomendo-lhe que os encaminhe ao Ministério Público e apresente as provas correspondentes.”

Como resposta, Rincón disse que não foi coordenador financeiro das campanhas de 2014 e 2018 e que nos quase oito anos que presidiu a Agetop, não foi acusado e nem respondeu por nenhum processo por má gestão ou improbidade.

Veja a nota na íntegra:

Não fui coordenador financeiro das campanhas eleitorais de 2014 e 2018, nem sequer participei dessas campanhas. Fui coordenador da campanha de 2010, cujas contas foram aprovadas sem ressalvas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO).

Diferentemente do que o ex-deputado Jean Carlo afirma, nos quase 8 anos em que presidi a Agetop não fui acusado ou respondi – tampouco respondo atualmente – a qualquer processo por má gestão, improbidade nem nada semelhante. Portanto, diferentemente do que ele afirma, NÃO EXISTEM VÁRIOS PROCESSOS GRAVÍSSIMOS CONTRA MIM!

Todas as nossas licitações e os nossos contratos foram feitos com total transparência, com economia comprovada de R$ 1,5 bilhão nas contratações. Tanto assim que a maioria dos contratos firmados em nossa gestão está sendo prorrogada ou renovada pela atual administração.

O ex-deputado sabe muito bem que fui vítima de uma ação política, às vésperas das eleições passadas, em função de delações de executivos da Odebrecht sobre uma hipotética doação de caixa nas eleições de 2014, que, reafirmo, não participei dela, pois na época estava à frente da Agetop para conclusão das inúmeras obras que entregamos à população de Goiás — muitas delas beneficiando bases do ex-deputado e que contribuíram pra sua eleição em 2014.

Nessa delação dos executivos da Odebrecht, eles próprios afirmam que, em Goiás, não receberam nenhuma ajuda ou contrapartida e que não houve nenhum benefício ou pagamento de vantagens ou propinas a quem quer que seja – mas quanto a este assunto, estou tratando dele no foro competente, que é a Justiça. O ex-deputado ataca pessoas que sabe que são honestas.

Prefiro dar esse assunto por encerrado pois seria uma enorme perda de tempo continuar um “debate” nesse nível. Até porque o ex-deputado sabe de minha conduta e história, que aliás ele sempre fez questão de ressaltar nas inúmeras vezes em que me procurou pra levar suas demandas junto a Agetop .

Tenho uma vida honrada e meu maior patrimônio é o moral. Tudo o que possuo foi construído ao longo de 45 anos de muito trabalho, adquirido antes de 2011, ano em que entrei para o governo.

Em relação a interpelações judiciais, é um direito do deputado, e não cabe a mim opinar a respeito, apenas respondê-las caso aconteçam.

Concluo reafirmando minha total estranheza em relação a essa atitude do ex-deputado, que, de uma hora pra outra, sem nenhuma razão, me ataca gratuitamente. Aliás, ontem, quando falamos ao telefone, ele disse que jamais teve a intenção de me atacar, pois sempre mantivemos ótima relação.

Não perderei mais tempo com esse assunto, mas adotarei a mesma postura do ex-deputado e não deixarei nenhum ataque à minha honra sem resposta.

Jayme Rincón.

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