Em Natal, clima tenso volta à penitenciária onde ao menos 26 morreram durante motim

Um dia após os assassinato na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, detentos voltaram a ocupar os telhados dos pavilhões da unidade

Detentos voltam a ocupar os telhados dos pavilhões da Penitenciária Estadual de Alcaçuz | Foto: Divulgação / Sejuc RN

Na manhã desta segunda-feira (16/1), o clima de tensão voltou a Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Natal. No último domingo (15), um motim deixou ao menos 26 mortos e nesta segunda (16), poucas horas depois de policiais militares deixarem o local, um grupo de detentos voltou a ocupar os telhados dos pavilhões.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social, não é uma nova rebelião, porém admitiu que policiais do Batalhão de Operações Especiais e do Grupo de Operações Especias da Polícia Militar foram acionados para voltar ao local. Agentes da Força Nacional de Segurança estão do lado de fora da unidade, de prontidão para, se necessário, auxiliar as forças locais.

Imagens divulgadas pela imprensa exibem homens sobre os telhados dos pavilhões empunhando paus, pedras e barras de ferro. Vestindo calções azuis, alguns homens enrolaram camisetas brancas na cabeça para esconder o rosto. Alguns portam bandeiras improvisadas com lençóis enquanto gritam palavras de ordem como “a vitória é nossa”, em aparente provocação a integrantes de facções rivais.

Inspeção

Nesta segunda-feira (16), a Secretaria da Justiça e da Cidadania (Sejuc) do Rio Grande do Norte pediu à Companhia de Águas e Esgotos do estado (Caern) que inspecione as fossas existentes no interior da unidade. O pedido foi feito após suspeitas de que a rebelião de domingo (15) tenha deixado mais de 26 mortos.

Um caminhão e uma equipe da Caern chegaram à penitenciária na manhã desta segunda-feira (16), mas ainda não adentraram o presídio por conta do novo tumulto formado pelos detentos. De acordo com a Sejuc, as equipes da Caern vão inspecionar as fossas assim que as forças policiais retomarem o controle da situação e as condições de segurança estejam garantidas.

A rebelião em Alcaçuz começou na noite de sábado (14) e durou até domingo (15). Inicialmente, as autoridades falavam em cerca de dez mortos, mas os secretários estaduais da Justiça e da Cidadania, Walber Virgolino da Silva Ferreira, e da Segurança Pública e Defesa Social, Caio César Marques Bezerra, anunciaram que 26 corpos haviam sido localizados e transferidos para o Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep), onde serão identificados. (Com informações da Agência Brasil)

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