Em meio à pandemia de Covid-19, dengue também é preocupação para Sistema de Saúde

Uma morte pela doença já foi confirmada em Goiás. Outras quatro são investigadas.

Com o período de chuvas, um caso de dengue já foi confirmado neste primeiro trimestre de 2021, em Goiás. A morte ocorreu no dia 15 de fevereiro, em Cristalina, e teve confirmação recentemente pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-GO). Ainda outros quatro casos são investigados no Estado.

“É uma preocupação grande nossa, porque a dengue também é grave e fatal em muitos casos. E as medidas de prevenção a gente vem trabalhando há tantos anos”, afirmou a gerente de Vigilância Ambiental e Saúde da SES-GO, Edna Coven.

Períodos chuvosos tornam os ambientes mais propícios para o desenvolvimento do mosquito transmissor, o Aedes Aegypt, por conta de águas que se acumulam sujas em locais de pouco acesso.

“Os riscos de ter lixo no quintal, reservatório de água de descoberto, já vi muita piscina abandonada em meio a uma quadra residencial. São situações que colocam toda a população em volta daquele criadouro em risco. E o período chuvoso é quando temos os picos de casos de dengue evidentes”, informou.

Com os hospitais lotados de pacientes contaminados pela Covid-19, os casos de dengue acendem um alerta. “Se tivermos também muitos casos de dengue, se as pessoas precisarem de hospital, precisarem de internação e leitos, então teremos uma concorrência de dois agravos que vão provocar um aumento da procura de saúde”, disse.

Prevenção

Segundo Edna, a Vigilância Ambiental e de Saúde trabalha duas estratégias de prevenção da dengue. O problema, é que com a pandemia, elas ficam temporariamente suspensas. “Uma é a visita domiciliar pelos agentes de saúde”, conta. “Hoje que visita domiciliar temos? Quando observamos a ocorrência de um grande número de casos em uma mesma área dentro de um bairro ou município”, relata a gerente.

“Nessa situação, o agente vai até os domicílios daquela região para fazer as ações de bloqueio. Essas ações tanto temos o controle mecânico, esse a população terá de fazer, pois o agente não está entrando mais nos domicílios”, explica.

“A borrifação é feita pelo agente de fora do domicílio. Dentro do imóvel é o proprietário que deve promover a limpeza, a verificação se tem alguns focos dentro do quintal e providenciar a eliminação”, diz Edna.

“Os comportamentos das pessoas que são as medidas de prevenção ou o que vai provocar a ocorrência de grandes números de casos. A outra ação que trabalhávamos bastante e que está suspensa são ações de manejo ambiental, por exemplo, ações realizadas junto ao Corpo de Bombeiros, mutirão de limpeza na cidade. Isso está suspenso porque não podemos mobilizar a população para aglomerar”, falou.

“Temos recomendado aos secretários municipais de saúde que mobilize os serviços de limpeza urbana para manter a limpeza regular, como coleta de lixo, limpeza de ruas e praças, lougradoros públicos e a população para que cada um cuide do seu imóvel.”

Segundo a gerente, a dengue, além da pandemia de Covid-19, também é pauta nas reuniões de Comissões de Gestores Bipartite onde há representação estadual e municipal. As reuniões ocorrem virtualmente.

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