Com a proximidade das eleições de outubro, a Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) decidiu reduzir de três para dois os dias destinados às sessões ordinárias semanais. Durante o período eleitoral, as atividades do plenário ficarão concentradas exclusivamente às terças e quartas-feiras, com a suspensão das sessões realizadas às quintas.

A mudança foi aprovada pelo plenário nesta terça-feira, 25, por meio do requerimento nº 912/26, de autoria do deputado Amilton Filho (MDB) e assinado também por outros parlamentares. Foram 19 votos favoráveis e quatro contrários.

A justificativa apresentada no requerimento está diretamente relacionada ao calendário eleitoral. Com a campanha em andamento e as eleições estaduais marcadas para outubro, o texto argumenta que a reorganização busca evitar o comprometimento dos trabalhos legislativos.

Na prática, os deputados passam a concentrar as atividades deliberativas regulares em dois dias da semana. As sessões de terça e quarta-feira continuarão ocorrendo de forma híbrida, permitindo a participação presencial ou remota dos parlamentares.

A redução, entretanto, não impede a convocação do plenário em outros momentos. O requerimento mantém a possibilidade de realização de sessões extraordinárias sempre que houver necessidade de votação de projetos ou outras matérias.

Quatro deputados foram contra a redução

A mudança no calendário não teve apoio unânime. Dos parlamentares que participaram da votação, 19 foram favoráveis e quatro se posicionaram contra a suspensão das sessões ordinárias de quinta-feira.

Os votos contrários foram dos deputados Antônio Gomide (PT), Bia de Lima (PT), Clécio Alves (PSDB) e Delegado Eduardo Prado (PL).

A alteração ocorre em um período em que parte dos deputados estaduais também está diretamente envolvida nas eleições, seja na busca pela reeleição ou em campanhas para outros cargos.

Com a decisão, a rotina de votações ordinárias do plenário ficará concentrada em dois dias da semana durante o período eleitoral. Caso a pauta ou a quantidade de matérias exija, sessões extraordinárias poderão ser convocadas.

Antes da redução das sessões, Bruno Peixoto prometeu cortar salário de ausentes

A decisão ocorre duas semanas depois de o presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), afirmar que deputados que deixassem de participar das sessões durante o período eleitoral estariam sujeitos a corte no salário.

Na ocasião, em 11 de agosto, Peixoto defendeu a adoção do formato híbrido como forma de manter as votações durante a campanha eleitoral sem comprometer a tramitação das matérias na Casa.

“Aqueles que não vierem serão punidos com o corte no salário, que não participarem”, declarou Peixoto.

À época da declaração, as sessões ordinárias permaneciam previstas para as manhãs de terça, quarta e quinta-feira, com possibilidade de participação presencial ou remota durante o período eleitoral.

“É evidente que temos que respeitar o período eleitoral, mas jamais deixarmos de trabalhar. O deputado ou deputada que não participar das sessões terá o corte no salário”, reforçou o presidente da Alego.

Com a aprovação do requerimento nesta terça-feira, as quintas-feiras deixam de integrar o calendário regular de sessões durante o período eleitoral. A exigência de participação passa, portanto, a considerar a nova organização das atividades plenárias às terças e quartas-feiras, além de eventuais sessões extraordinárias.

Leia também: Ronco e nariz entupido podem ser sinais de problema respiratório; saiba quando investigar