Em manifestação, servidores da Educação avisam gestão Iris que não vão recuar

Assembleia discutiu mais de 30 itens que estão na pauta, especialmente pagamento da data-base dos administrativos e piso dos professores

Dezenas de trabalhadores da Educação de Goiânia se reuniram em assembleia na manhã desta quinta-feira (8/3) no Cepal do Setor Sul para discutir e consolidar a pauta de reivindicações do movimento, que reúne mais de 30 itens.

Por causa da mobilização, várias unidades não tiveram aulas nesta quinta. Entre os principais pontos estão o pagamento da data-base dos administrativos referentes a 2017 e 2018, o pagamento do piso salarial dos professores e dos 30% de incentivo dos auxiliares em educação.

Segundo o vice-coordenador do Sindicato Municipal dos Servidores da Educação de Goiânia (Simsed), Valmer Araújo, a reunião desta quinta serviu para mobilizar mais os servidores e consolidar a pauta de exigências. “Nossa pauta é extensa e não abrimos mão de nenhum item. Nesta assembleia procuramos dar espaço para que todos pudessem se pronunciar e conhecer melhor todos os pontos que vamos levantar”, explicou.

Segundo ele, do Cepal o grupo de manifestantes foi à sede do Ministério Público de Goiás (PM-GO) para protocolar denúncia contra a Secretaria Municipal de Educação para a convocação dos aprovados no concurso de 2016.

A prefeitura de Goiânia assinou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o MP no ano passado com um cronograma de convocação e, desde então, tem cumprido com o cronograma, mas os servidores reclamam de falta de profissionais nas escolas.

Segundo Araújo, em abril os servidores devem realizar mais uma assembleia, mas a categoria não fala em greve. “Estamos em fase de mobilizar e conscientizar os servidores primeiro. Ainda não temos previsão de assembleia com indicativo de greve”, disse.

PAUTA DE REIVINDICAÇÕES DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO DE GOIÂNIA.

1. Exigimos respeito por parte do prefeito Iris Rezende e do Secretário Marcelo Ferreira da Costa, pois precisam deixar de agir com manobras e realizar uma verdadeira negociação com os trabalhadores, através do SIMSED e não através de seus prepostos (Sintego e Sindigoiânia);

2. Melhoria nas escolas e CMEI’s de Goiânia, para que seja garantido o pleno atendimento de direitos básicos dos estudantes e dos trabalhadores da educação;

3. Imediato pagamento da data-base do trabalhador administrativo referente ao ano de 2017 e 2018. Exigimos o pagamento sem parcelamento, pois já deviam estar cumprindo desde o mês de janeiro;

4. Pagamento de um Piso Salarial para o trabalhador administrativo de no mínimo dois salários mínimos;

5. Cumprimento da lei do adicional de 30% para os novos auxiliares de atividades educativos e o retroativo.

6. Cumprimento do Piso Nacional dos professores e reposição das perdas inflacionárias;

7. Convocação dos aprovados no último concurso, inclusive do Cadastro de Reserva, e prorrogação do Concurso, como meio para suprir o déficit real de funcionários na Rede Municipal;

8. Melhorias no atendimento do Instituto de Assistência à Saúde e Social dos Servidores Municipais de Goiânia (IMAS), afastamento do presidente Sebastião Peixoto e auditoria pública de suas contas.

9. Democracia na Rede Municipal, com discussão e apresentação das Novas Diretrizes e revogação de medidas autoritárias, como foi o processo de eleição dos coordenadores;

10. Reajuste da Regência do professor;

11. Valorização dos diretores, garantindo a incorporação da gratificação e a compatibilidade do seu valor com as responsabilidades da função;

12. Reajuste do auxílio locomoção do professor;

13. Direito dos auxiliares de atividades educativas realizar substituição;

14. Alteração do Plano de Carreira e Estatuto, definindo o cargo de auxiliar como pedagógico e equiparando a suas vantagens em semelhança a carreira do professor;

15. Auxílio locomoção para os auxiliares de atividades educativas;

16. Pagamento dos oito meses de retroativo dos servidores administrativos, referentes a data-base de 2014;

17. Pagamento das Progressões Horizontais (mudança de letra) e Verticais (Titularidade), com retroativo, para todos os trabalhadores da educação;

18. Regulamentação do cargo de cuidador;

19. Não fechamento do Ciclo III;

20. Reabertura de turmas EAJA noturno nas Escolas onde fecharam e Manutenção onde já existem;

21. Que a Progressão vertical dos servidores administrativos volte a ser de 2 em 2 anos;

22. Igualdade do recesso escolar dos trabalhadores administrativos em relação aos demais servidores da educação;

23. Direito a insalubridade para os trabalhadores administrativos;

24. Pagamento de três meses retroativo do Piso dos professores no ano de 2014;

25. Regência para o coordenador de turno;

26. Direito ao auxílio locomoção para o trabalhador administrativo:

27. Cumprimento da lei que garante a substituição do administrativo imediatamente;

28. O administrativo com formação superior na área pedagógica de educação tenha garantia de valorização tanto economicamente quanto socialmente no decorrer de sua carreira pública;

29. Fim das Escolas e CMEIs de Placa;

30. Melhoria na qualidade da merenda escolar e dos produtos adquiridos para o preparo dos alimentos, com garantia do fornecimento do lanche a todas as instituições, sem interrupções contínuas ou esporádicas durante todo o período letivo;

31. Maior segurança nas instituições escolares, pois semanalmente as mesmas são assaltas e o patrimônio da escola é depredado;

32. Concessão das licenças prêmio;

33. Punição rigorosa contra o sistemático assédio moral na rede municipal;

 

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