Em mais um recuo, Bolsonaro suspende nomeação de goiano para comandar Enem

Escolha de Murilo Resende para o cargo de diretor de avaliação da educação básica do Inep causou polêmica nas redes sociais

Murilo Resende | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção

Após indicar o economista Murilo Resende para a coordenação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o governo Jair Bolsonaro (PSL) recuou e decidiu, na noite desta quinta-feira, 17, suspender a polêmica nomeação do goiano.

Murilo ocuparia o cargo de diretor de avaliação da educação básica do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

Nas redes sociais, Bolsonaro chegou a comemorar a indicação de Murilo e ressaltou que ele acabaria com a “lacração” no Enem. A nomeação do professor foi publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira, 16, por meio de uma portaria assinada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e tornada sem efeito na edição do dia seguinte.

A escolha de Murilo Ferreira causou alvoroço na internet por conta de sua ligação com o filósofo Olavo de Carvalho e posicionamentos como a defesa da Escola Sem Partido. O vídeo do goiano acusando os professores brasileiros de “manipuladores” que não querem “estudar de verdade” só aumentou a polêmica. O economista também se posiciona contra a chamada ideologia de gênero.

Murilo Resende, de 36 anos, é doutor em economia pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), atua como professor universitário em Goiânia e mantém um blog onde defende suas ideias.

No entanto, seu currículo não aponta nenhuma experiência na área de educação básica. Em seu blog, o economista se descreve como um “estudioso do marxismo e do movimento revolucionário desde 2003”.

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