Em Israel, ataques terroristas atingem um total de seis casos sucessivos em menos de um mês

Incidentes que ocorreram em novembro e dezembro resultaram em uma morte e dez ferimentos de civis. Os agressores acabaram presos ou mortos pelo serviço de segurança israelense

A cidade de Jerusalém tem sido alvo de ataques terroristas de forma frequente. Em menos de 20 dias, a capital do país já contabilizava seis casos. Nesta quarta-feira, 8, uma mulher israelense foi esfaqueada nas costas ao caminhar com seus filhos na vizinhança de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental. As facadas foram realizadas por uma palestina menor de idade. A jovem agressora foi encontrada em uma escola perto do local do crime e foi presa pela polícia. Já na madrugada de domingo, 5, para segunda-feira, 6, um agressor atropelou um agente de segurança israelense, em Tanim, Cisjordânia. As forças de segurança na cena do crime atiraram contra o suspeito que dirigia o carro, que foi levado logo depois a um hospital, mas acabou falecendo.

No dia 4 deste mês , mais um ataques terroristas aconteceram em Jerusalém e na Cisjordânia, deixando duas vítimas feridas. O primeiro foi um ataque de um palestino, que esfaqueou um judeu ortodoxo israelense próximo ao Portão de Damasco, na parte oriental da Cidade Velha. Dois policiais de fronteira estavam estacionados próximos à região do atentado e correram para tentar separar o que eles achavam ser uma briga. Os agentes foram interrogados e liberados pela unidade de investigação responsável, cuja intenção era comprovar com certeza que não houve má conduta.

Em novembro um dos atentados deixaram dois mortos. No dia 17, um adolescente palestino atacou dois membros das forças de segurança com uma faca e o jovem foi morto, o que causou um confronto entre palestinos e forças israelenses em Jerusalém Oriental, onde o agressor morava. No dia 21, um atirador palestino pertencente ao grupo terrorista Hamas matou um israelense na mesma região e deixou mais quatro pessoas feridas. Na mesma data, um homem idoso foi esfaqueado em Jaffa por um jovem palestino, que foi preso pela polícia.

Segundo André Lajst, cientista político e diretor executivo da StandWithUs Brasil, ataques como esses são difíceis de serem previstos ou evitados, e não há previsão de que eles parem de acontecer. “Enquanto o Hamas governar e difundir dentro do sistema educacional da região que um estado judeu não existe ou não pode existir, não haverá paz, e ataques terroristas continuarão acontecendo, sendo inclusive cometidos por jovens”, explica o especialista em assuntos do Oriente Médio.

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