Em Goiás, população preta recebe menores rendimentos e tem menos participação no mercado de trabalho

Estudo aponta ainda que rendimento médio dos 1,0% com maiores rendimentos é quase 43 vezes maior que o rendimento médio dos 10% com menores rendimentos. Entenda

Foto: Reprodução

Em Goiás, a população branca representava 35,7% da população ocupada, a população parda, 53,6% e a preta, 9,7%, em 2019. Na comparação com 2018, a participação dos ocupados de cor preta caiu 0,5 ponto percentual. A população de cor branca manteve a participação e a de cor parda teve alta de 0,7 ponto percentual.

Neste período, o rendimento médio mensal real de todos os trabalhos das pessoas autodeclaradas brancas (R$ 2.400) era maior que os rendimentos observados para as pessoas pardas (R$ 1.888) e pretas (R$ 1.719).

Mesmo sendo o único rendimento a subir na comparação com 2018, o rendimento da população de cor preta ainda é o mais baixo na comparação por cor ou raça. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Rendimentos de Todas as Fontes, divulgada nesta quarta-feira, 6, pelo IBGE.

Veja a tabela:

Rendimento médio dos 1,0% com maiores rendimentos é quase 43 vezes maior que o rendimento médio dos 10% com menores rendimentos

Em Goiás, os 10% com menores rendimentos tiveram rendimento médio mensal real estimado em R$ 390 para 2019, havendo queda de 3,5% em relação ao ano anterior (R$ 404) e 7,8% menor do que o valor registrado em 2012 (R$ 423).

Em contrapartida, os 1,0% com maiores rendimentos tiveram rendimento médio no valor de R$ 16.697 em 2019. O valor foi 13,2% menor do que o registrado em 2018 (R$ 19.246) e 31,0% menor do que o registrado em 2012 (R$ 24.199).

Mesmo com quedas mais acentuadas, o grupo dos 1,0% com maiores rendimentos ganhavam 42,8 vezes mais do que os que estavam no grupo dos 10% com menores rendimentos em 2019. Na comparação com os 50% com menores rendimentos, ou seja, a metade da população goiana com os menores rendimentos, os 1,0% com maiores rendimentos ganhavam quase 18 vezes mais em 2019.

Essas diferenças diminuíram nos últimos anos, aponta o IBGE, pois o grupo dos 1,0% com maiores rendimentos apresentou quedas nos rendimentos médios mensais.

Confira no gráfico a razão entre o rendimento médio simples dos 1,0% com maiores rendimentos sobre os 50% com menores rendimentos e os 10% com menores rendimentos (Goiás, 2012 a 2019):

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