Em Goiás, polícia prende suspeitos de traficarem drogas na Europa, que levavam vida de luxo

Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão em Goiás, São Paulo e Pará, com 11 veículos apreendidos

Suspeitos levavam vida de luxo |Foto: Divulgação / Polícia Civil

Durante a Operação Icarus, realizada pelo Grupo Antissequestro da Polícia Civil de Goiás, foram presos, no Estado, nesta sexta, 9, seis suspeitos de integrarem uma organização que traficava drogas na Europa. Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão em Goiás, São Paulo e Pará, com 11 veículos apreendidos. Após a prisão, os agentes divulgaram fotos em que os acusados aparecem em aeronaves, carros de luxo e viagens à Dubai. Um dos indivíduos permanece foragido.

Iniciada há seis meses, conforme a Polícia Civil os primeiros indícios surgiram, em dezembro passado, com o desaparecimento do piloto Bruce Lee Carvalho dos Santos. Depois de investigar o paradeiro dele, a corporação identificou que ele atuava com uma organização criminosa voltada ao tráfico de drogas e lavagem de capitais.

Modus operandi

Segundo a corporação, os pilotos eram cooptados pela organização criminosa para buscarem drogas em voos nos países vizinhos do Brasil, como Bolívia, Colômbia, Peru e outros. Os entorpecentes chegavam via Pará com destino a Goiás, para depois serem armazenados, preparados e exportados para França, Holanda, Alemanha, Bélgica e outros.

A Polícia também revelou que as aeronaves voavam baixo para não aparecerem no controle aéreo e também desligavam equipamentos de localização. Ainda foi informado que os aviões eram modificados para ter maior autonomia de voo e serem reabastecidos por galões.

Estas drogas eram escondidas em meio a produtos destinados à exportação, entre eles granito, mármore e alimentos, informaram os agentes. Quando o volume era pequeno, “mulas” carregavam o ilícito em bagagens regulares para a Europa.

Outro ponto destacado é que alguns membros da quadrilha eram especializados em lavar dinheiro obtido de forma criminosa. Para isso, eram utilizadas empresas que davam aparência de legalidade. Quem comendava toda a operação era um holandês radicado no Brasil.

Foto: Divulgação

Apreensões

Com a operação, entre outros, foram apreendidos dois jatos utilizados pelo grupo e de propriedade dos chefes da organização (jatos Dassault Falcon e Cessna Citation) e um helicóptero (Eurocopter EC 130).

A aeronave pilotada por Bruce Lee, um avião Piper Sêneca de prefixo PT-VPH de propriedade da organização criminosa, à época do desaparecimento, também sumiu junto do piloto. Conforme dito, indícios sugerem uma queda em um lago na Bolívia, depois de uma colisão com um fio de alta tensão. Nem a aeronave e nem o corpo foram encontrados.

A Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) apreendeu, também, R$ 571 mil, sendo 77 mil dólares, além de dois jatos executivos e um helicóptero e um jetski. Os 20 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Goiás, São Paulo e Pará, sendo que uma das aeronaves foi apreendida em Sorocaba (SP), enquanto outro jato e helicóptero, em Goiânia.

No total, foram apreendidos 11 veículos, sendo cinco em São Paulo, cinco em Goiânia e um no Pará. A polícia também pegou oito relógios Rolex e cinco Hublot.

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