Em Goiás, Justiça Eleitoral já recebeu mais de duas mil denúncias por meio de aplicativo

Quase metade das irregularidades relatadas pelos eleitores goianos estão relacionadas a propaganda irregular

Aplicativo recebeu mais de 30 mil denúncias em todo o País | Foto: Reprodução / TRE

Aplicativo recebeu mais de 30 mil denúncias em todo o País | Foto: Reprodução / TRE

Compra de votos, irregularidades em doações, gastos e propaganda eleitoral irregulares, uso da máquina pública, dentre outros crimes eleitorais diversos já foram alvo de 32.070 denúncias no aplicativo para smartphone, Pardal. Segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apenas em Goiás foram 2.738 denúncias, sendo 47% delas referentes à propaganda irregular.

Por meio desse aplicativo, qualquer cidadão pode fazer o registro de irregularidade praticada por candidatos e partidos enviando fotos ou vídeos que comprovem indícios de crime que serão encaminhados ao Ministério Público Eleitoral (MPE). Cabe ao MPE avaliar a consistência das informações recebidas e formalizar eventuais denúncias aos juízes eleitorais de cada localidade.

Por ser o estado mais populoso e com o maior número de eleitorado e também de candidatos, São Paulo é recordista de denúncias pelo aplicativo Pardal com um total de 6.444 registros.

Em seguida aparece o Espírito Santo, com 3.160 denúncias recebidas. O Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo foi o responsável pelo desenvolvimento do aplicativo e já adota esse tipo de recebimento de denúncias desde 2012.

O estado de Pernambuco surge em terceiro lugar no número de denúncias com 2.841 registros.

Na ocasião do lançamento do aplicativo, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, destacou a função da tecnologia no combate à corrupção: “é uma nova ferramenta institucional de combate à corrupção eleitoral”, disse ao garantir que a Justiça Eleitoral “tem se ocupado da tarefa estratégica de promoção da cidadania, com a missão institucional de garantir a legitimidade e a segurança do processo eleitoral”.

 

 

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